Carnaval da Bahía comprometido por greve da polícia
O turismo no estado da Bahia está a ser afetado pela insegurança que se vive naquela região do Brasil, devido à greve da polícia militar. Já há reservas turísticas a serem canceladas, assim como alguns dos eventos e festas que antecedem o Carnaval.
A greve teve início na noite de 31 de janeiro e conta com a adesão de cerca de 10 mil polícias militares.
A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana, com o número de assassínios a duplicar - quase cem pessoas foram mortas em assaltos em apenas uma semana –, e a ausência de policiamento nas ruas também motivou saques a lojas e residências. Centenas de carros foram roubados, dezenas de lojas destruídas, e há bancos e escolas fechados.
Para reforçar a segurança a Bahia solicitou o apoio do governo federal, que enviou cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança, para ocupar portos e aeroportos e manter a segurança mínima nas ruas.
Os polícias reivindicam a criação de um plano de carreira, aumentos de cerca de 30%nos salários e melhores condições de trabalho, entre outros pontos. Muitos deles ocuparam, com as suas famílias, o edifício da Assembleia Legislativa, que tem estado cercado pelo exército enquanto decorrem negociações.
As autoridades dos EUA estão a desaconselhar viagens para a região, enquanto no Portal das Comunidades Portuguesas se assinalam as habituais referências a Salvador, como o "cuidado com assaltos (que podem tornar-se violentos) susceptíveis de ocorrer, contra pedestres, em qualquer ponto da cidade, sem excepção, mesmo durante o dia".



