Documentário «Himalaias - A viagem dos Jesuítas Portugueses» estreia domingo
Estreia no próximo domingo, dia 20 de novembro, na RTP2, uma série documental intitulada «Himalaias - A viagem dos Jesuítas Portugueses», adaptação do livro «Viagem ao Tecto do Mundo - O Tibete desconhecido», autoria do viajante e investigador Joaquim Magalhães de Castro. Uma viagem "na senda da epopeia dos jesuítas portugueses, os verdadeiros reveladores dos mistérios dos Himalaias", resume o autor, em declarações a Alma de Viajante.
"Em 1624, o padre António de Andrade e seus confrades tornar-se-iam nos primeiros ocidentais a visitar o Teto do Mundo e, hoje, Magalhães de Castro acompanha-nos pelo percurso que, há cerca de 400 anos, este arrojado punhado de jesuítas portugueses efetuou", resume a produtora Farol de Ideias, que assina os documentários. A viagem teve início em Macau, China, e término na cidade de Agra, Índia.
A série documental tem quatro episódios de duração (os restantes serão emitidos nos domingos seguintes, dia 27 de novembro e dias 4 e 11 de dezembro, à mesma hora), ao longo dos quais poderemos seguir, passo a passo, a longa jornada de "milhares de quilómetros pelas terras de Shangri-la, pelos cumes escarpados dos Himalaias e alguns dos locais mais sagrados do planeta" levada a cabo pelo autor.
A viagem passo a passo, segundo o autor
A travessia da China, de comboio, rumo ao mítico Shangri-la. A visita aos mosteiros, palácios e templos de Lhasa, Gyantse e Xigatse e as peregrinações ao lago Manosoravar e ao monte Kailash, os dois locais mais sagrados do planeta, tanto para budistas como para hindus. A imensidão das estepes onde resistem os últimos dos nómadas acompanhados dos seus rebanhos de iaques e ovelhas, o deslumbrante espetáculo multicor do planalto, as portelas de alta montanha que nos aproximam dos dentes aguçados da cadeia himalaica de neves eternas, que nos fazem sentir verdadeiramente no "Teto do Mundo".
Após o Tibete, segue-se o Nepal, onde Joaquim Magalhães de Castro é confrontado com o esplendor arquitetónico de Kathmandu, Patan e Baktapur, cidades Património da Humanidade, e onde tem a rara oportunidade de assistir a uma procissão da deusa viva Kumari, apreciar a excentricidade colorida dos sadus (ascetas indianos) e presenciar, à distância, às cerimónias de cremação dos mortos junto às margens do rio Bagmati.
A aventura prossegue nas planícies da Índia onde tudo começou, em Agra, a magnífica cidade dos mongóis islamizados protetores dos jesuítas portugueses.
Retemperadas as forças, Joaquim Magalhães de Castro parte para o distante e inóspito mas belo Ladakh, na fronteira com o Paquistão, região de forte cultura tibetana, encerrada ao mundo durante boa parte do ano devido ao seu rigorosíssimo inverno. Nesta extenuante jornada, cercado por uma admirável paisagem onde se intercalam pitorescos vales, habitados e cultivados, com montes lunares onde os animais selvagens são o único sinal de vida, sucedem-se as portelas, entre as quais a segunda mais alta passagem asfaltada do mundo.
Leh, antiga capital do poderoso reino de Ladakh e importante centro lamaísta, é ponto de partida para mais uma longa aventura, desta feita rumo ao belíssimo lago de Tsomoriri, junto à fronteira chinesa do Tibete Ocidental, não muito longe das ruínas de Tsaparang.
Uma vez mais de regresso às planícies hindustanis, Joaquim Magalhães de Castro deixa a capital indiana, Deli, rumo aos Himalaias, desta vez para percorrer a primeira rota utilizada pelo padre António de Andrade.
Visita as cidades santas de Haridwar e Rishikesh, repletas de crentes hindus, e, sempre na companhia do rio Ganges, que corre nos vales cada vez mais fundos, embrenha-se pelas altas montanhas cobertas de pinheiros e abetos do Garwhal indiano, até ao templo de Badrinat, local de peregrinação dedicado a Shiva, o deus dos deuses, reputado pelas suas águas termais com propriedades miraculosas.
Era perto de Badrinath, na aldeia de Mana, que os jesuítas portugueses retemperavam forças antes de iniciar a extenuante travessia para o Tibete, quantas das vezes com o risco da própria vida, merecendo, por isso, o justo título de «primeiros alpinistas europeus da História!».
Trailer do documentário




