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11.OUT.2007 - 17:52
Pestana encerra duas Pousadas de Portugal
Por não serem históricas nem rentáveis em três anos consecutivos, as unidades do Grupo Pestana na serra do Marão (S. Gonçalo, Amarante) e no vale Gaio (Torrão, Alcácer do Sal) foram fechadas. Ambas as Pousadas de Portugal do segmento natureza estavam sob contrato de exploração à Enatur (Empresa Nacional de Turismo).

A decisão põe 21 empregos em risco, alertou o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Turismo, acusando o Grupo Pestana de querer manter só as pousadas históricas e encerrar as regionais, "salvo se alguma tiver ocupação espectacular e der muito lucro". Recentemente, o Pestana desistira da pousada de Almeida, perto de Vilar Formoso, agora gerida por um investidor particular.
Criadas em 1941 pelo Estado, as Pousadas de Portugal são geridas desde 2003 pelo Grupo Pestana, que ficou com 49 por cento da Enatur e com a gestão dos imóveis. Há 43 dependências em Portugal e no Brasil (no caso, Salvador da Bahia) - 17 são históricas, 12 de charme, nove de natureza e cinco de design histórico. Em 2006, o projecto envolveu 6.000 colaboradores e um volume de negócios superior a 350 milhões de euros.
Em 2008 junta-se ao lote das pousadas o Palácio de Estói, em Faro. O edifício do século XVIII foi redesenhado por Gonçalo Byrne e vai ter ao dispor 61 quartos, três dos quais suites. Para 2009 é a vez do Palácio do Freixo, no Porto, com 75 quartos, e do antigo Hospital de São Teotónio, em Viseu, com setenta quartos, integrarem a rede das Pousadas de Portugal.
Por NP | Alma de Viajante
Hotelaria, Portugal
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