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16.NOV.2007 - 05:35
Metade dos sites das companhias aéreas podem fechar
Há 226 em 447 sites oficiais de transportadoras aéreas de 16 países da Europa com irregularidades, no que toca a cláusulas contratuais, indicação de preços, lugares disponíveis no avião, seguros duvidosos e até o email dos clientes em listas de spam, acusa o mais recente relatório da Comissão Europeia sobre o tema, disponível no portal da União Europeia.
Bruxelas não indica, por enquanto, as empresas em falta, mas exige que os autores clarifiquem ou alterem práticas até Janeiro, sob pena de enfrentarem acções legais que podem ser desde coimas até ao fim dos portais. Fontes do sector indicam prevaricadoras como Ryanair, Spanair, Vueling e Iberia. A Ryanair disse já em comunicado que "todos os preços apresentados no seu site têm os impostos incluídos".
Certamente, já lhe sucedeu, por exemplo, comprar um bilhete anunciado a 20 euros mas, na verdade, o preço final deste superar os 100 euros, devido às taxas. Pois bem, com esta medida a Comissão Europeia abriu, claramente, a caça aos preços enganosos, feitos directamente pelas companhias ou por portais de reserva de viagens. Bélgica lidera nas irregularidades (46 dos seus 48 sites), Áustria na correcção (zero em vinte sites).
Em Portugal, a Direcção-Geral do Consumidor apoiou o estudo da Comissão Europeia, em Setembro. Concluiu que 11 dos 16 sites lusos analisados têm até Janeiro para responder às autoridades e reformular a mensagem, sob pena de serem publicamente denunciados e processados judicialmente na Europa.
A Comissão Europeia aprovara em Julho de 2006 a obrigatoriedade das transportadoras incluírem taxas, custos com combustíveis e impostos no preço dos bilhetes publicitados, para evitar "surpresas" no valor final, prática nem sempre seguida para tornar as ofertas mais agressivas. Não surtiu efeito, por isso espera-se que o direito comunitário na protecção dos consumidores seja, desta vez, mais ágil.
Por NP | Alma de Viajante
Aviação, Europa, Low Costs
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