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12.JAN.2008 - 12:03
Febre-amarela causa alarme no Brasil
Podem ser apenas casos isolados e sem indícios de que o problema se torne numa verdadeira ameaça, mas a verdade é que algumas regiões do Brasil - nomeadamente Pirenópolis, no Estado de Goiás - viram os visitantes desaparecerem bruscamente, de um dia para o outro, como reflexo das variadas notícias que têm dado conta de mortes e suspeitas de febre-amarela no Brasil. O alarme soou em Goiás, com duas mortes no espaço de poucos dias.

Primeiro, um trabalhador rural de Goiânia, capital do Estado, morreu com suspeita de ter contraído febre-amarela. Depois, a morte de um turista em Brasília, no Distrito Federal, igualmente com suspeita de febre-amarela, após ter passado o réveillon na pequena localidade de Pirenópolis, também no vizinho Estado de Goiás. O homem morava perto do Parque Nacional de Brasília, mais conhecido por Parque da Água Mineral e que, tal como noticiava o jornal brasileiro Panrotas há alguns dias, se encontra encerrado desde o final de Dezembro último, e ainda não reabriu, após a morte de sete macacos suspeitos de terem contraído o vírus da febre-amarela.
Para além destas duas mortes, uma catadupa de notícias tem, nos últimos dias, contribuído para o alarme das autoridades brasileiras e para o receio de moradores e turistas.
Segundo o G1 - portal de notícias da Globo, um profissional da pecuária que viajou do Estado do Acre para Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, esteve recentemente internado com sintomas da doença.
São Paulo registou o primeiro caso de febre-amarela desde 2000. Trata-se de uma mulher que viajou com a família para o Mato Grosso do Sul e a quem, após o regresso, foi diagnosticada febre-amarela. Encontra-se internada num hospital de São Paulo.
E mais macacos morreram, alegadamente com febre-amarela, desta feita em Minas Gerais.
A tudo isto o Ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão responde com a garantia de que "não há surto epidémico de febre-amarela no Brasil", facto que não impediu as quedas nas receitas provenientes do turismo em alguns estados e desencadeou uma corrida à vacinação contra a febre-amarela.
O Ministério do Turismo do Brasil, por seu turno, reiterou a recomendação dada a todos visitantes brasileiros e estrangeiros que se desloquem a regiões de risco para que se vacinem contra a febre-amarela com pelo menos dez dias de antecedência. Os responsáveis governamentais preparam-se, aliás, para lançar uma grande campanha de esclarecimento que contará com a distribuição de um desdobrável com informações sobre a prevenção da febre-amarela, documento que será distribuído em pontos de afluxo de turistas como aeroportos, estações rodoviárias e agências de viagens.
A acreditar no discurso governamental, não haverá motivos para pânico ou cancelamento de viagens. Em todo o caso, para os mais preocupados com a doença e com viagens marcadas para o Brasil, saiba que toda a zona litoral do Brasil que vai do Estado do Rio Grande do Sul até ao litoral do Piauí está totalmente livre de febre-amarela, com excepção de uma pequena zona entre o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo. Toda essa extraordinária faixa litoral é, na verdade, o principal destino de férias dos turistas estrangeiros - nomeadamente portugueses - e brasileiros, com especial ênfase no nordeste do país.
Actualmente, os estados de maior risco são, de acordo com as autoridades sanitárias, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no sudeste do Brasil - zonas endémicas, juntamente com todo o interior oeste do país.
Para mais informações sobre a doença consulte, por exemplo, a página explicativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Brasil.
Por FMG | Alma de Viajante
Brasil, Diversos
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