|
19.JAN.2008 - 03:11
Castanha origina cinco percursos transmontanos
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) lançou ontem na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa a Rota da Castanha em Trás-os-Montes. Consiste em cinco percursos geo-referenciados, para fazer a pé, de bicicleta ou veículo a motor, num total de 400 quilómetros, ao longo dos 30.000 hectares de soutos nordestinos, responsáveis por 85 por cento da produção portuguesa de castanha.
O projecto dirigido pelo docente José Gomes Laranjo, da UTAD, mostra a importância da castanha e do castanheiro na sustentabilidade da economia local: "É o petróleo da região, vale 45 milhões de euros/ano, falta agora criar 'refinarias'". Incide ainda na vertente cultural, ao cruzar aldeias e mostrar a mais-valia patrimonial, artística, gastronómica e até literária - lembra-se do castanheiro de Lagarelhos, no livro Novos Contos da Montanha, de Miguel Torga?
Paralelamente, o plano incentiva ao plantio de 60.000 castanheiros, um por hectare, até 2030, como reza a "Estratégia da Floresta", produzindo-se de 40.000 para 110.000 toneladas do fruto. "O rendimento pode multiplicar se houver transformação artesanal ou industrial, ou novos programas no sector, nomeadamente com fundos comunitários". A castanha foi o principal alimento em Portugal até ao século XVII, quando se introduziu a batata sul-americana.
Eis os cinco trajectos concebidos no programa:
- Percurso Milenar (Vinhais, Parque de Montesinho, Bragança);
- Percurso Paisagista (Bragança, Calvelhe, Santa Comba Rossas, Gebelim, Sambade, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros);
- Percurso das Fagaceae (Bragança, Zoio, Podence, Macedo de Cavaleiros);
- Percurso da Judia (Chaves, Serapicos, Carrazedo de Montenegro, Valpaços, Chaves);
- Percurso Dourado da Padrela (Vila Pouca de Aguiar, Pedras Salgadas, Padrela, Carrazedo de Montenegro, Murça, Cortinha, Jales, Vila Pouca de Aguiar).
Por NP | Alma de Viajante
Pedestrianismo, Portugal
|
 |
|
 |
|