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13.MAR.2008 - 10:55
Várias cidades vão desaparecer
O estudo Shrinking Cities Project, da Fundação Federal Cultural da Alemanha, avisa que Detroit (EUA), Halle e Leipzig (Alemanha), Manchester e Liverpool (Reino Unido) são as cidades que correm mais risco de desaparecer até 2100, devido ao desemprego, êxodo populacional e baixa natalidade, indica a revista Sábado.
A revista Forbes inclui na lista de urbes-fantasma Nápoles e Veneza (Itália), São Francisco e Nova Iorque (EUA), Londres (Reino Unido), Kiruna (Suécia), Ivanovo e Mirny (Rússia), Cidade do México (México), Timbuktu (Mali), Banjul (Gâmbia), Banguecoque (Tailândia), Alexandria (Egipto), Hong Kong (China), Tianjin e Jacarta (Indonésia), entre outras.
Conhecida por Motor City, ao ter estreado semáforos, auto-estradas com viadutos e avenidas alcatroadas, Detroit sofre desde 1970 a deslocalização da Ford, GM ou Chrysler para países de mão-de-obra barata. Ivanovo foi centro têxtil soviético, hoje gera desemprego. São Francisco tem 75 por cento de hipóteses de ser afectado por um terramoto de magnitude 7 até 2086 e, dizem peritos da Universidade da Califórnia, teme-se ainda inundações.
Veneza submergiu 24 centímetros desde 1900 e a Cidade do México descerá nove metros, pois a fonte de água potável dos 20 milhões de habitantes está nos lençóis freáticos. A falta de água atinge também Timbuktu, um grande centro islâmico nos séculos XV e XVI. O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas avisa que a temperatura vai subir 1,4 a 5,8 graus e a revista Nature estima que os oceanos vão subir 88 centímetros.
Em Nápoles, o vulcão Vesúvio deve destruir a cidade dentro de décadas, após a última erupção em 1944, durante 11 dias. Kiruna está a afundar-se na mina de ferro – a maior do mundo – que lhe deu origem em 1906 e serviu o armamento de Hitler. Para salvar o burgo, os populares vão mudá-la de lugar, revela a revista NS’. O método já foi usado com sucesso em Malmberget, a 120 quilómetros de distância, bem como em várias cidades alemãs e até na Aldeia da Luz, no Alentejo português.
Parece algo saído da imaginação de François Schuiten, George Lucas, Benoît Sokal ou Ron Cobb. Mirny, na fria Sibéria (média de -40ºC), tinha a maior mina de diamantes do mundo desde 1955. O minério acabou nos anos 80 e o povo monoespecializado encolheu. O símbolo da cidade continua a ser o buraco de 1,5 quilómetros de diâmetro e os estrangeiros só podem vir com aval de Moscovo. Os aviões também não podem voar baixo, devido a acidentes criados pelo poder de sucção do furo.
Por NP | Alma de Viajante
América, Diversos, Europa, África, Ásia
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