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22.MAI.2008 - 16:14
Turismo equestre pode ser 'novo golfe' de Portugal
Rareiam complexos de turismo equestre com aval da Federação Equestre Portuguesa, escasseiam patrocinadores ou mecenas, não há operadores turísticos especializados e falta seguir a forte evolução do mercado na França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Irlanda. As conclusões saíram do I Congresso Internacional de Turismo Equestre, ocorrido esta semana em Portalegre, Alentejo.
O líder da Fundação Alter Real, Vítor Barros, foi mais longe e vincou que o segmento pode ser o "novo golfe" de Portugal, em termos de atracção e expansão turística. O certame foi promovido pela Federação Internacional de Turismo Equestre, que soma 14 países e agências de eventos da Europa e EUA.
O que também tarda a situação é a renovação da lei das corridas de cavalos, datada de 1956, na qual o apostador dá mais de metade do prémio ao IRS, Fundo Social, Federação Equestre e organizador. Em 2005, ninguém concorreu ao concurso para gerir apostas mútuas para os próximos 25 anos, devido à falta de benefícios fiscais e alta verba inicial exigida.
O hipódromo de Ponte de Lima é dos que mais desespera pela profissionalização. "As apostas é que vão aquecer isto, é preciso stress, nervos e canalizar dinheiro para vários lados, sobretudo criação de cavalos e manutenção de locais hípicos", refere Gil Dias. "O cavalo é o motor do desenvolvimento rural, atrai jovens, empregos, turismo, glamour e representações".
Um cavalo custa, em média, mais de mil euros mensais e envolve sete profissões: proprietário, ferrador, correeiro, tratador, veterinário, transportador, mestre e jockey. Porém, o sector sofre pressões de núcleos de defesa animal, casinos e Santa Casa da Misericórdia, que teme prejuízos nos seus concursos. Na França, este desporto-indústria vale 7,5 biliões de euros anuais.
Por NP | Alma de Viajante
Portugal
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