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15.AGO.2008 - 10:15
Viracopos pode ser maior aeroporto da América do Sul
A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) quer dotar Viracopos, em Campinas, estado de São Paulo, de uma segunda pista até fins de 2009 e gradualmente torná-lo o maior aeroporto da América do Sul, tendo em 2030 cerca de 60 milhões de passageiros anuais. Isto apesar de o Ministério da Defesa dizer que “não desistiu” da construção de um novo aeroporto na região metropolitana, alternativo a Cumbica (Guarulhos) e Congonhas, citou a imprensa do Brasil.
Por outro lado, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Infraero concordam que o aeroporto de Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, é o ideal para a dobradinha com São Paulo para fazer face à crescente procura no sudeste do país. Na aerogare deve-se modernizar o Terminal 1 e abrir-se o Terminal 2 a tempo do Campeonato do Mundo de Futebol'2014, num investimento de 400 milhões de reais (166,3 milhões de euros).
Entretanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) tenciona parar as obras nos nove principais aeroportos brasileiros devido a sobre-facturação de mais de três biliões de reais (1,25 biliões de euros). Está por isso a analisar custos, licitações e estágios administrativos de Cumbica, Congonhas, Santos Dumont (Rio de Janeiro), Juscelino Kubitschek (Brasília), Macapá (Amapá), Vitória (Espírito Santo), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Curitiba (Paraná) e Santa Genoveva (Goiânia).
Se as obras não acabarem em Congonhas e Cumbica, estes tornar-se-ão “gargalos” da aviação civil nacional. Em Cumbica quer-se aumentar os 550 voos/dia actuais à medida que os trabalhos fiquem prontos. “Se não funcionar o roteamento de voos em São Paulo, coração dos negócios e da malha da aviação, mesmo investindo no Galeão, a situação complicará”, referiu o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi.
Por NP | Alma de Viajante
Aviação, Brasil
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