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20.AGO.2008 - 20:05
Tragédia no aeroporto de Madrid
Um acidente de avião da espanhola Spanair, que se incendiou esta tarde ao descolar do aeroporto de Madrid (Barajas) rumo a Gran Canaria, nas ilhas Canárias, fez 147 mortos e 26 feridos, confirmou há instantes a ministra do Fomento, Magdalena Alvarez, à imprensa. O presidente da Spanair disponibilizou-se a dar todo o apoio às famílias enlutadas e na investigação às causas da ocorrência.
A bordo do MD-90 seguiam 172 pessoas, incluindo dois bebés e nove tripulantes. O voo 5022 partia às 14h45 (hora local), em code-share com a alemã Lufthansa. O terminal 4 fechou e o serviço global tem sido limitado e com fortes atrasos, como o voo 715 da TAP. No local estiveram 200 bombeiros, instalou-se quatro hospitais de campanha e morgue temporária na área de feiras.
O Governo de Jose Luis Zapatero decretou três dias de luto oficial. Na última década morreram 42 pessoas em acidentes aéreos na Espanha. O mais grave foi a 27 de Março de 1977: dois aviões da KLM e Pan Am chocaram no aeroporto Los Rodeos, em Tenerife, ilhas Canárias, provocando 583 mortos. Foi a maior tragédia de sempre da aviação comercial.
Actualização: No acidente de ontem perderam a vida 153 pessoas, incluindo um cidadão brasileiro do Pará, com 28 anos e há cinco a viver em Londres. As peritagens estão a decorrer, mas é quase seguro que o desastre se deveu à explosão do motor esquerdo na descolagem. O aeroporto de Barajas retomou o serviço habitual. Há algum tempo que o grupo SAS tenciona vender a Spanair e reduzir efectivos, frota e rotas.
Por NP | Alma de Viajante
Aviação, Diversos, Europa
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