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28.AGO.2008 - 11:37
Pneus que não furam
Depois da guerra da fiabilidade no atrito, no gasto de combustível, na distância de travagem, na aderência em curva e na vida útil, a Bridgestone, Michelin, Goodyear ou Dunlop andam agora a mostrar pneus que não furam, evitando-se assim o volume do quinto pneu no carro e preocupações com novo rebentamento, que tanto incomodam numa viagem em estrada, sobretudo na longa distância.
Também há opções de líquidos e sprays tapa-furo, mousses ou bolas pneumáticas. Mas a Michelin deu o primeiro passo em protótipos que não usam ar, com borracha inflada. O Tweel, com o triplo da resistência do pneu tradicional, é usado no iBOT, um aparelho que ajuda cadeiras de rodas a subir escadas.
Antes da sua generalização nos carros, para já os fabricantes apostam em rodar mesmo com furos. A tecnologia até é antiga. No Porsche 956, de 1986, equipado pela Bridgestone, os pneus tinham paredes com borracha reforçada para aguentar o peso do carro mesmo um pouco murchos, durante 80 km. A busca de segurança e conforto pressiona marcas como BMW, Maserati, Ferrari e Lexus.
“A população envelhece, as mulheres guiam mais, os homens de negócios estão sempre em reuniões. Os pneus que permitem rodar furados são mais desejados”, diz o vice-presidente de produtos da Goodyear, Arthur de Bok. A Michelin já equipou um Audi A4 com o Tweel; o resultado é bem barulhento, devido ao contacto áspero ao solo e à vibração além do tolerável. Mas o futuro já esteve mais longe...
Por NP | Alma de Viajante
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