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06.SET.2008 - 12:05
Serviço à la carte é nova fonte de receita nos voos
As companhias aéreas baixaram o preço dos bilhetes para rivalizar com as low cost, mas agora os extras são pagos, seja um café (cerca de 1 euro), garrafa de água (2 euros), sanduíche (5 euros), almofada/cobertor (4,8 euros) e espaço entre bancos. Os utentes reprovam o atendimento, mas aceitam trocar comodidade por uma viagem barata, diz o Diário de Notícias. O Alma de Viajante já opinou.
Para o The New York Times, a United Airlines vai somar 690 milhões de euros anuais pelos “novos” serviços, 190 milhões só em taxas sobre bagagens. A US Airways pede 8 euros para despachar a primeira mala e cinco companhias dos EUA pedem 17 euros sobre a segunda bagagem. A low cost easyJet exige 30 euros por mala no check-in.
Na TAP, “não há taxas nem redução do peso da bagagem [20 kg em económica, 30 em executiva], se se alterar será decidido no seio da Star Alliance”. No Outono, a Ryanair não quer levar bagagem de porão em viagens de negócios, retirando custos de handling, mas cobra por chamadas de telemóvel entre os 10 minutos após descolar e antes de pousar.
A JetBlue ganhou 28 milhões de euros de Abril a Junho por cobrar mais pelo espaço entre lugares. A Iberia também já cobra por refeições na rota Lisboa-Madrid. A TAP criou cinco tipos de bilhetes - o Executive permite até check-in prioritário, o Discount quase não tem extras.
O jurista Paulo Fonseca, da DECO (Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor), nota que as companhias não são obrigadas a prestar aqueles serviços, “acessórios ao transporte aéreo”, mas o bilhete deve por exemplo referir se há refeição.
Por NP | Alma de Viajante
Aviação, Low Costs
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