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25.OUT.2008 - 11:51
Turismo do silêncio veio para ficar
O turismo do silêncio veio para ficar, com férias que fogem aos resorts cliché ou ao stress e vícios dos centros urbanos. Busca-se repouso, espiritualidade, retiro, simplicidade, paz. Silêncio apenas. Na Espanha, por exemplo, lançou-se guias no género há anos.
Na Suécia e Inglaterra já se adquire em lojas, livrarias e quiosques os guias de restaurantes, de hotéis e de comboios sem música ou televisão ligada. “Dentro de alguns anos as classes médias, intelectuais e profissionais liberais dirão que o barulho é próprio do povo, que a música empacotada é possidónia e que o silêncio é chique”, afirmou o escritor António Barreto, citado no blogue Corta Fitas.
Este turismo “pacífico” baseia-se nomeadamente na busca do “balanço interior” em zonas rurais, no contacto com a natureza ou na visita a conventos e mosteiros medievais, por vezes restaurados para este fim e até com roteiros pedestres e canteiros para os hóspedes jardinarem, colher ervas medicinais ou fazer as próprias infusões.
O convento de Balsamão, em Chacim, Macedo de Cavaleiros, interior norte de Portugal, é dos que tem cativado mais viajantes, sobretudo estrangeiros, que buscam propostas alternativas às férias tradicionais, reforçadas de pacatez, espiritualidade e gozo em ouvir o silêncio e de cada um compreender o seu íntimo.
Há 80 camas ao dispor, serviço de refeições e os programas, na vertente individual ou grupo, incluem também passeios culturais com guia, retiros, cursos e seminários, refere o JN. Aproveite este fim-de-semana para conhecer a Feira do Azeite e Caça de Chacim, o curso de Cogumelos Silvestres em Podence e, a nível patrimonial e ambiental, Santa Combinha, a albufeira do Azibo, o Real Filatório ou a serra de Bornes.
Por NP | Alma de Viajante
Ecoturismo, Eventos, Pedestrianismo, Portugal, Saúde e bem-estar
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