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Monte Athos

Vinte mosteiros guardam, há quase dez séculos, sinais vivos do mundo bizantino. No Monte Athos, norte da Grécia, monges e eremitas ortodoxos mantêm aceso um quotidiano de outro tempo, o tempo em que Istambul se chamava Constantinopla ou Bizâncio. Relato de uma viagem aos mosteiros ortodoxos do Monte Athos.

Por Humberto Lopes | 24.Nov.2008



MONTE ATHOS, MIL ANOS DE SOLIDÃO

A Grécia deve, certamente, muito do que é ao Monte Athos. O conjunto de mosteiros da fé ortodoxa que ocupa uma parte da península da Calcídica, na Macedónia, teve um importante papel como reservatório da cultura e da identidade do país e, portanto, de resistência cultural - e até, de certa maneira, política - durante os quatro séculos de dominação turca.

Viagens Grécia: Vista sobre o Golfo de Athos
Vista sobre o Golfo de Athos, Grécia

Também a sobrevivência de todo esse património durante os últimos mil anos não deixa de suscitar perplexidade. Os últimos dez séculos foram pródigos em convulsões na Europa e em torno do Mediterrâneo. E não foram apenas os sucessos do império otomano na região dos Balcãs. Os ataques piratas e os subsequentes saques, assim como as duas guerras mundiais no século XX, representaram factores de perturbação da vida monástica, a que se acrescentaram os incêndios que destruíram alguns mosteiros. Mas consta que os patriarcas ortodoxos, a seguir à queda de Constantinopla, em 1453, souberam negociar com os sultões a independência dos mosteiros, ainda que posteriormente os impostos e a confiscação de bens por parte das autoridades otomanas tivessem significado o seu depauperamento. Em contrapartida, o apoio dos czares russos e de certos príncipes da Europa central e oriental transformou-se num instrumento fundamental para a sobrevivência da vida monástica no Monte Athos, que acabou por se tornar, afinal, uma reserva espiritual de todo o mundo ortodoxo, sobretudo da Sérvia e da Grécia.

O Monte Athos designa uma montanha de mais de dois mil metros de altitude no extremo da península e é por esse nome que é conhecido o conjunto de vinte mosteiros que albergam cerca de 1700 monges de diferentes nacionalidades. Alguns vivem em ermitérios, prática ascética comum na península há uns bons mil anos. O território é destino habitual de peregrinações de seguidores da fé ortodoxa. Gregos, romenos, búlgaros, russos, sérvios, etc., dirigem-se ao longo do ano aos mosteiros habitados por monges das suas nacionalidades e não só: tanto quanto a resistência física e o tempo disponível permitem, as peregrinações cobrem vários mosteiros.

Mosteiro São Paulo, Monte Athos, Grécia
Mosteiro São Paulo, Monte Athos

Mas existe um outro condicionamento para estas peregrinações, o mais decisivo, afinal. O território beneficia de um regime de semi-autonomia, fixado em 1924 e ratificado pela Constituição grega de 1975. O acesso depende obrigatoriamente de uma autorização especial emitida pelas autoridades gregas (o «Diamonitirion»), normalmente válida para uma visita de seis dias no caso dos seguidores da fé ortodoxa, e de apenas quatro dias para os estrangeiros e para os não professantes da fé ortodoxa. Estes últimos podem, no entanto, prolongar a autorização para o máximo de oito dias à chegada a Karyes, junto das autoridades eclesiásticas. A concessão do “Diamonitirion” aos não ortodoxos exige, contudo, uma justificação, que pode passar pelo interesse cultural ou o estudo da arte ou da cultura bizantina (de que o Monte Athos representa um imenso museu com os seus ícones e frescos).

Na prática, a visita - ou peregrinação - aos mosteiros implica a realização de um trekking de vários dias por trilhos centenários que atravessam um território que é uma autêntica reserva natural. Não há povoações (salvo o pequeno porto de Daphne e a aldeia de Karyes) e para além da agricultura de subsistência a única actividade económica é a exploração de madeiras por alguns mosteiros na parte norte.

Os peregrinos caminham frequentemente em pequenos grupos de quatro ou cinco ou individualmente. A chegada ao mosteiro onde se pretende pernoitar deve ser feita até ao anoitecer, antes de serem fechados os portões, e não é permitida mais do que uma dormida em cada comunidade monástica. Aos não ortodoxos é permitido assistir a alguns actos religiosos, celebrados em grego antigo, e de acordo com liturgias que sobreviveram longos séculos, ou nas línguas faladas em cada mosteiro. E esta é apenas uma das dimensões que faz com que a visita ao Monte Athos signifique quase uma viagem ao passado e uma imersão num quotidiano que muito continua a dever aos tempos em que Istambul se chamava Constantinopla.


Philotheou, Monte Athos
Philotheou, Monte Athos
Viagem Monte Athos: Vista de Skiti Ana
Vista de Skiti Ana, Monte Athos


E NÃO PODÍAMOS TER VINDO A PÉ DESDE OURANÓPOLIS?

No porto de Ouranópolis temos o primeiro contacto com a atmosfera do Monte Athos. Nas ruas cruzam-se monges e peregrinos, que se dirigem ao cais para embarcarem para Daphne, o porto de entrada no Monte Athos. Ouranópolis é passagem obrigatória para quem se dirige aos mosteiros. No porto, antes do embarque no São Nicolau, procede-se ao controlo de identificação: todos os passageiros devem mostrar o “diamonitirion” e os estrangeiros têm de lhe juntar o passaporte.

A partir de Daphne, tomamos lugar em velhos autocarros ou nos jipes dos monges que seguem em direcção a Karyes. É nesta aldeia que temos que abastecer a mochila para as jornadas, já que em nenhum outro local da península será possível adquirir alimentos. Quem tencione prolongar a permanência de quatro dias tem de obter a autorização em Karyes , diligência que se resolve em meia hora.

Mosteiro Simonos Petra, Grécia
Mosteiro Simonos Petra

Concluídos os trâmites logísticos, tomo o caminho do Mosteiro de Koutlomoussiou. A hospitalidade é uma regra e com ela contam os peregrinos. Depois de andanças por trilhos centenários, os caminheiros são recebidos com um cálice de tsipouro, uma espécie de aguardente, e alguns doces, os loukoumi, antes de serem conduzidos ao aronthariki, a zona dos hóspedes, quase sempre instalações espartanas, sem água quente ou outras comodidades. Quando a visita é breve, como acontece agora em Koutlomoussiou, continua-se a caminhar ate ao mosteiro seguinte. Tenho ainda quase toda a tarde para andar e tenciono pernoitar no mosteiro de Philotheou. Precisarei de quase quatro horas, no total, para o trajecto de Karyes até lá. Os nomes em grego pintados nas tabuinhas dos cruzamentos não ajudam muito a princípio, mas depressa nos habituamos a lê-los como desenhos.

No segundo dia de viagem, antes de deixar o mosteiro de Philothoau, subo a um mirante de onde se avista a costa leste da península, o golfo de Strimonikos e o mosteiro de Iviron. Entre a neblina matinal, mais ao longe, a silhueta do mosteiro sérvio de Satvronikita.

A hospitalidade é uma regra, é certo, mas assume matizes diversos e, por vezes, inesperados. Alguns monges, como Nektarios, em Philotheou, mostram-se extremamente simpáticos e interessados nas aventuras dos peregrinos, mas o mais frequente é uma hospitalidade distante, traduzida num acolhimento reservado. Por vezes, com sorte, é possível ver quebradas algumas regras, como a que interdita os visitantes não ortodoxos de partilhar o momento das refeições com os monges e com os peregrinos que professam a religião ortodoxa. Foi o que aconteceu nos mosteiros de S. Paulo e de S. João Crisóstomo, onde me foi concedido assistir ao ritual das refeições da tarde, que os monges fazem acompanhar de cânticos num cenário de frescos medievais. Mais certo é o viajante não ortodoxo permanecer no pátio à espera que termine a refeição para poder aceder, solitário, ao refeitório. Quando de tal espera se vê liberto, o acesso à sala das refeições é condicionado por uma rigorosa distribuição dos convivas, o que acontece em Esphigménou: os “católicos”, como rapidamente os monges identificam os não ortodoxos, são convidados a tomar assento separados dos peregrinos ortodoxos.

O percurso até Megisti Lavra é dos mais duros e requer umas seis horas. Megisti Lavra é o mosteiro mais antigo e o único que nunca conheceu um incêndio. Foi construído no ano de 963 sobre uma extensão rochosa no sopé do Monte Athos. O katholikon - igreja bizantina composta por duas absides laterais e quatro colunas, duas capelas laterais, um nartex interior e outro exterior - modelo para as igrejas dos outros mosteiros -, alberga o túmulo de Santo Atanásio, fundador de Megisti Lavra, ladeado por dois notáveis ícones, de Cristo e da Virgem Oikonomissa.

Interior do Mosteiro de São Paulo, Monte Athos, Grécia
Interior do Mosteiro de São Paulo, Monte Athos

O Skevophylakion, o Tesouro do mosteiro, reúne uma colecção de objectos preciosos que inclui a coroa e o manto do imperador Nicéphore Phocas, vasos sagrados, fragmentos da Cruz e relíquias de vários santos que em certos dias se oferecem ao ósculo dos peregrinos, alinhados em fila na penumbra da igreja. A biblioteca de Megisti Lavra é a mais importante de todo o Monte Athos, com cerca de dois mil manuscritos, entre os quais quase cinco centenas de pergaminhos e dez mil livros impressos, muitos deles preciosos incunábulos.

Depois de contornar o extremo da península, e de passar por florestas de altitude, com algumas bátegas súbitas de chuva, demoro-me um pouco no retiro Skiti Ana. Um trilho pedregoso desce do sopé do Monte Athos até ao mosteiro de S. Paulo, onde passarei a noite. Apesar da dificuldade, a luz que irrompe após a chuva inspira o meu recente companheiro de jornada, Georgos: “Então não podíamos ter vindo a pé desde Ouranópolis?”

No dia seguinte, o objectivo é chegar ao Mosteiro de Xeropotamou, caminhando sempre ao longo da costa e sempre com uma empolgante vista do Golfo de Athos. É o dia mais cheio de imagens e de interacções, já que passarei por vários mosteiros muito próximos uns dos outros: Dionysiou, Gregoriou e Simonos Petra. O mosteiro de Simonos Petra é dos mais visitados, talvez pela sua vaga semelhança com os mosteiros tibetanos. Sou muito bem recebido: para além do tsipouro e do pratinho cheio de loukoumi, o irmão Ioaniquios oferece-me algumas gravuras, explicando-me que para ficar no mosteiro há que fazer reserva.

Em Xeropotamou e em S. Panteleimon, o mosteiro russo, registo dois momentos paradigmáticos da viagem e das interacções no Monte Athos. Na cozinha do refeitório de Xeropotamou, enquanto espero, sozinho, que os monges terminem a refeição, o irmão Crisóstomo coloca diante de mim, em silêncio, uma pilha de grandes livros decorados com iluminuras. Em S. Panteleimon, onde além do katholikon há várias capelas com ícones eslavos, um jovem monge aproxima-se de mim e, sem dizer uma palavra, faz-me sinal para o seguir. Leva-me até àquela que penso ser uma das mais belas e ricas capelas do Monte Athos, dedicada a S. Alexandre Nevski e a S. Sképi. O monge desaparece de súbito e deixa-me no meio de uma espécie de templo dourado, atravessado por uma luz irreal e repleto de belíssimos ícones.


Monges em San Panteleimon, Monte Athos
Monges em San Panteleimon
Simonos Petra, Monte Athos
Simonos Petra, Monte Athos


UM UNIVERSO BIZANTINO NO SÉCULO XXI

É um mundo anacrónico, em expressão simplificada, o que sobrevive no Monte Athos, caracterizado pelas práticas eremitas do cristianismo primitivo. Ascetas e (quase) auto-suficientes, os monges ocupam o seu tempo em orações, nos trabalhos agrícolas, na pesca, na pintura de ícones e no estudo, organizando a sua vida quotidiana como se o Império Bizantino não tivesse sido vencido pela História. O calendário em vigor é o Juliano e o dia começa cedo, por volta das 3h00 da manhã, com as primeiras orações e liturgias que, ao domingo, chegam a durar cerca de cinco horas.

A primeira refeição tem lugar pouco depois do amanhecer - geralmente, peixe, legumes, pão, azeitonas, fruta, queijo e vinho branco. A carne está totalmente excluída da dieta dos monges dos mosteiros cenobitas e é muito rara nos outros. Os toques da simandra, uma espécie de instrumento em madeira tocado por um monge que caminha à volta do pátio, marcam os principais momentos do quotidiano da comunidade, as primeiras orações de madrugada, a primeira refeição e a missa do amanhecer, a oração da tarde e o recolher, assim que a noite cai.

Há duas espécies de orações, individuais e colectivas. O essencial da oração individual reside no murmúrio constante pelos monges, mesmo quando absortos nas suas tarefas, do monólogo “Cristo, tende piedade de mim”. Já as orações colectivas têm lugar durante as cerimónias litúrgicas. Em Xeropotamou, assisti a uma dessas longas cerimónias que se desenrolam em grego antigo e com um certo sentido de teatralidade, numa penumbra milenar, entre névoas de incenso e cânticos à Virgem Maria. O ritual tem início antes das quatro da madrugada e dura até ser dia claro. A agitação do incensário produz um ritmo hipnótico, sublinhado pela cadência das ladainhas e pelo canto cruzado dos monges. Nesse momento, de todos os mosteiros da península e de retiros isolados como Erimos e Santa Ana, onde os anacoretas vivem mergulhados na ascese espiritual, se ergue o rumor das orações. Tal como fazem os monges de Xeropotamou, reza-se pela salvação dos humanos e são repetidos os mesmos gestos e as mesmas palavras das orações ortodoxas dos últimos mil anos.


Viagens Grécia
Pormenor do Mosteiro São Paulo
Vista de Skiti Ana, Monte Athos
Vista de Skiti Ana, Monte Athos


MONTE ATHOS, MITO E REALIDADE

Há sobre o Monte Athos um punhado de “explicações” mitológicas. São narrativas antigas, pré-helénicas. Uma dessas histórias conta que o gigante Athos, derrotado na sequência de uma batalha que travou com Poseidon, acabou por ser sepultado no interior daquela que viria a ser a montanha sagrada da religião ortodoxa. Uma outra narrativa fabulosa, e de inspiração cristã, que procura fundamentar o actual protagonismo religioso da península, refere um acontecimento, ocorrido há pouco menos de dois mil anos, que terá sido determinante para o posterior desenvolvimento da vida monástica. Uma terrível tempestade assolou então a região oriental do Mediterrâneo e fez aportar ao Monte Athos a embarcação em que viajava a Virgem Maria, acompanhada por Jesus e por S. João Evangelista, no regresso de uma viagem a Chipre. O cenário da montanha terá seduzido a Virgem que, rendida, como conta a lenda, desejou para si aquele belo pedaço de terra. A história não pormenoriza de que forma esperava que o desejo se consumasse. De qualquer forma, podia o menino de sua mãe recusar o virginal pedido? Não, e é isso que deixa claro o epílogo da narrativa. Maria terá ouvido umas misteriosas palavras que anunciaram a divina dádiva: “É teu este lugar, que ele se transforme no teu jardim e no teu paraíso”. Neste episódio se fundamenta a proibição de entrada a outras mulheres no Monte Athos, para sempre consagrado como o jardim exclusivo da Virgem.

A realidade pode ser, todavia, diferente, e construída com outros tijolos. Alguns historiadores consideram altamente provável que ali se tenham refugiado, desde o séc. VII, eremitas provenientes de diferentes regiões do Império Bizantino. A vida monástica regular só começaria verdadeiramente, no entanto, com a fundação do primeiro mosteiro, Megisti Lavra, entre 961 e 963. Pouco tempo depois, no séc. XI, Constantino IX oficializa a designação de Montanha Santa, entretanto já popularizada entre os súbditos do império. No mesmo documento que oficializa a condição sagrada da montanha, o monarca assina a interdição que impede a entrada de mulheres - e fêmeas na generalidade, os termos são claros - na Montanha Santa.

GUIA DE VIAGENS


QUANDO VIAJAR PARA O MONTE ATHOS

Primavera e Outono são as melhores épocas, embora se deva excluir as férias da Páscoa, altura em que há muitos peregrinos. No Outono as paisagens de floresta transformam-se em cenários mais matizados e cativantes e só no final de Novembro a chuva surge mais regular. Maio, Setembro e Outubro são os meses mais aconselháveis para as caminhadas.


COMO CHEGAR A OURANÓPOLIS

Pesquisa e reserva de voos na eDreams

Embora não haja voos directos de Lisboa para Atenas, vários operadores asseguram ligações diárias a partir de Portugal com escala noutras cidades europeias. A Lufthansa, a Iberia e a Air France são algumas dessas companhias. De Atenas para Salónica, na Macedónia, há ligações ferroviárias e aéreas diárias, assim como de autocarro. Uma auto-estrada liga as duas principais cidades gregas. O trajecto entre Salónica e Ouranópolis é servido diariamente por autocarros.

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ALOJAMENTO NO MONTE ATHOS E OURANOUPOLIS

Hotéis

O alojamento nos mosteiros e as refeições (às 8h00 da manhã e às 8h00 da noite) fazem parte da hospitalidade ortodoxa. Se preferir, pode naturalmente ficar alojado em hotéis na região de Ouranoupolis.

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AUTORIZAÇÃO DE ENTRADA NO MONTE ATHOS

O “Diamonitirion”, uma espécie de visto de entrada no Monte Athos, tem de ser obtido previamente. Os cidadãos estrangeiros devem contactar as embaixadas da Grécia (em Portugal, na Rua do Alto do Duque 13, Lisboa, tel. 213031260, fax 213011205). Em Atenas, os cidadãos portugueses podem solicitar a intermediação da Embaixada de Portugal (Av. Vassilis Sofias 23, Atenas, tel. 302107290096, fax 302107290955).


INFORMAÇÕES ÚTEIS SOBRE A VIAGEM AOS MOSTEIROS

Não é permitido permanecer mais de uma noite em cada mosteiro. Durante as caminhadas, os peregrinos têm de estar prevenidos com alimentos e água, uma vez que não é possível adquiri-los em nenhum lugar, salvo na aldeia de Karyes.

Os caminhantes não ortodoxos devem ter presente que a região é um local sagrado para a religião ortodoxa e deverão respeitar as regras e adoptar comportamentos adequados. Não é permitido, por exemplo, banharem-se no mar, e depois do recolher deve imperar o mais absoluto silêncio.


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