Ilhas Mabul e Sipadan, Malásia
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Mergulhar, mergulhar, mergulhar - assim se poderiam resumir os motivos de todos os turistas que se deslocam às ilhas Mabul e Sipadan, a oeste da grande ilha do Bornéu, na Malásia. Os locais de mergulho em redor de Sipadan possuem excelente reputação no que toca à visibilidade e à vida subaquática que por lá habitam. Os excelentes resorts e centros de mergulho da ilha Mabul tratam de proporcionar um ambiente agradável e descontraído. Um lugar exclusivo para amantes do mergulho, na Malásia. |
Por Filipe Morato Gomes |
Onde fica Mabul e Sipadan [Google Earth]? |
MERGULHAR EM SIPADAN, PARAÍSO SUBAQUÁTICO
A ilha Sipadan é mundialmente famosa pela sumptuosidade da vida subaquática existente em seu redor. Mais de três mil espécies de peixe e centenas de espécies de corais foram já classificadas no seu riquíssimo ecossistema. A ilha é, aliás, formada por corais vivos que crescem no topo de um extinto vulcão subaquático. O vulcão eleva-se verticalmente desde o fundo oceânico até à superfície, numa parede com seiscentos metros de profundidade. Alguns dos mais conceituados fotógrafos submarinos do planeta fazem de Sipadan ponto de paragem regular. Mergulhadores amadores e profissionais são atraídos como ímanes à vizinhança deste pequeno pedaço de terra. Um assombro da Natureza.
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| Tartaruga nas águas de Sipadan, Malásia |
Num mergulho em Sipadan é quase garantido encontrar tartarugas a vaguear pelos recifes de coral e, com alguma sorte, assistir ao seu acasalamento. São também presença assídua nas águas em redor da ilha tubarões do recife, peixes crocodilo, leão e papagaio, cobras de água e um sem fim de outras criaturas de todas as formas e tamanhos. Mantas gigantes a esvoaçar no oceano, escolas de barracudas e espécies mais raras como os tubarões cabeça-de-martelo são também, ocasionalmente, avistados nas redondezas.
A ilha propriamente dita está actualmente vedada ao turismo, fruto de uma das mais arrojadas medidas do ponto de vista ambiental de que há memória no sudeste asiático. Para preservar o frágil ecossistema do excessivo número de mergulhadores, o governo malaio mandou deslocalizar todos os centros de mergulho de Sipadan, ordenou a destruição dos bungalows e resorts e proibiu a estadia de turistas na ilha. Os centros de mergulho foram transferidos para a ilha Mabul e esta transformou-se na principal base de apoio às actividades subaquáticas em Sipadan.
ILHA MABUL, MALÁSIA
Em termos de beleza subaquática, Mabul está em clara desvantagem em relação à vizinha Sipadan. Não possui as águas de um azul-turquesa tão luminoso a esbarrar em praias de areia imaculadamente branca, nem os jardins de coral são tão atraentes. E talvez por isso, do ponto de vista turístico, vive quase exclusivamente para Sipadan. Não que Mabul seja uma ilha desagradável - longe disso -, mas tão-somente porque a vida marinha em seu redor não é tão deslumbrante como em Sipadan. Não existisse Sipadan, e Mabul seria talvez a grande atracção da região.
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| À direita, o Sipadan Water Village Resort, em Mabul |
Quase todos estão ali para mergulhar. Na verdade, pouco mais há a fazer. A ilha é excessivamente pequena para grandes aventuras, pese embora sair dos resorts seja imperativo se quiser contactar com os poucos habitantes locais. Nos dias em que não apeteça submergir, vale de facto a pena circunscrever a Mabul, a pé, passando pelas aldeias piscatórias construídas em cima da areia, e tomar contacto com uma realidade muito distinta das civilizações ocidentais.
Existem longhouses, por exemplo, à semelhança de outras regiões do sudeste asiático, que são longas cabanas de madeira, sem divisões no interior e geralmente edificadas sobre estacas, e que acolhem vários elementos de uma mesma família alargada. Para lá dos resorts, tudo é muito simples, mas acolhedor e genuíno. O passeio é para ser feito sem pressas, até porque o percurso demora pouco mais de meia hora.
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| Vista de uma ilhota paradisíaca próximo de Semporna, porto de acesso às ilhas Mabul e Sipadan |
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| Mergulhadores num local de mergulho próximo da ilha Sipadan, Bornéu, Malásia |
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| Bungalows sobre o mar no Sipadan Water Village Resort, Mabul |
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| Sipadan Water Village Resort, um dos mais luxuosos resorts de Mabul |
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GUIA DE VIAGENS
COMO CHEGAR À ILHA MABUL, NA PARTE MALAIA DO BORNÉU
Voar para Kuala Lumpur (KLM desde 699 euros e Swiss desde 745 euros, ambos sem taxas - preços referência para o Verão de 2006). A partir de Kuala Lumpur, as companhias aéreas Air Asia e Malaysian Airlines efectuam voos regulares até Kota Kinabalu, capital da região administrativa do Sabah, no Bornéu, onde é fácil organizar toda a estadia em Mabul, pois os centros de mergulho possuem escritórios na capital. Tendo tudo organizado à priori, pode optar por voar directamente de Kuala Lumpur para Tawau, próximo de Semporna, o ponto de onde saem os barcos para Mabul (cerca de 200 euros, taxas incluídas, com a Malaysian Airlines). Não é aconselhável deslocar-se até Mabul sem reservas confirmadas, pois os centros de mergulho estão frequentemente lotados.
HOTÉIS / RESORTS EM MABUL
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| Bungalows do luxuoso Sipadan Water Village Resort, ilha Mabul |
Existem vários centros de mergulho a operar em Mabul, e que oferecem praticamente os mesmos serviços. O Borneo Divers é um dos mais conceituados, com staff competente, dive masters experientes, material de boa qualidade, e um novo resort construído em Mabul de forma irrepreensível. Possui escritórios em Kota Kinabalu e Semporna. Cinco dias de estadia, incluindo três mergulhos diários, tanques de oxigénio, todas as refeições, e transporte de e para Tawau custam 825 dólares.
ONDE COMER
Se ficar baseado em Mabul, e até porque a oferta de restauração é praticamente inexistente, o mais provável é que o pacote de mergulho adquirido inclua as refeições, pelo que este problema não se coloca.
SEGURANÇA NO MERGULHO
O Borneo Divers é o único centro de mergulho de Mabul que possui uma câmara de descompressão, um equipamento inestimável para enfrentar eventuais acidentes associados à prática do mergulho.
AVISO
Nas aldeias piscatórias de Mabul, há quem venda pedaços de corais, conchas e outros artigos extraídos dos recifes. Pede-se aos visitantes que se abstenham de comprar esse tipo de produtos, pois isso encorajaria uma rápida degradação dos recifes, a maior riqueza natural da região.
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