
A minha mochila Vango Planet 60+15 está a fazer 10 anos. Sim, tenho a mesma mochila desde 2004 e não quero outra. Já fez dezenas de viagens, deu duas voltas ao mundo, está velha e gasta, meia rota, mas não a troco por nenhuma outra. Ou melhor, mais cedo ou mais tarde terei mesmo de a trocar mas, enquanto não ficar totalmente inutilizada, usarei a mesma mochila de sempre. Porquê? É sobre isso que escrevo hoje.
Antes de mais, convém dizer que abomino trolleys. Gosto de ter as mãos livres, as mochilas são muito mais confortáveis e andar com um trolley nas mãos pelas ruas de uma cidade faz-me, digamos, confusão. Além de que detesto o barulho oriundo das rodinhas dos trolleys em andamento. Tudo somado, aos 43 anos continuo a achar que as mochilas são a melhor forma de transportar os nossos pertences em viagem.
E porque a minha Vango Planet me é tão querida? Vou tentar explicar.
Mochila Vango Planet 60+15
Abertura lateral
Pior que um trolley, só mesmo uma mochila com abertura superior. Tirando mochilas técnicas, para trekking ou alpinismo, por exemplo, não há nenhum motivo para optar por uma mochila que tenha apenas abertura superior. Já todos tivemos a experiência de querer aceder a algo que está no fundo da mochila e ter de tirar toda a roupa para lá chegar, não já? Não há necessidade.
Com a abertura lateral, tipo mala, preservo o melhor dos dois mundos: o conforto de uma mochila, com a facilidade de acesso ao seu interior. Eu, com ajuda de uns brilhantes sacos de arrumação comprados no IKEA, mantenho tudo organizado e acedo em segundos a qualquer coisa de que necessite. E arrumar é um instante (há coisas muito mais interessantes para fazer em viagem do que perder tempo a arrumar a mochila).
Capa protetora
É uma proteção ideal não só para condições climatéricas adversas, como também (ou principalmente) para os aeroportos. Na Vango Planet essa capa faz parte da própria mochila e tem dupla funcionalidade. Permite envolver toda a mochila (para despachar como bagagem de check-in ou transportar num barco, por exemplo) ou proteger apenas a parte frontal, deixando a zona das alças de fora (para caminhar com a mochila às costas). Mudar de um formato para o outro demora pouquíssimo tempo.
Exemplo: quando me dirijo para um aeroporto de metro ou outro transporte, em que tenho de carregar a mochila às costas, levo a mochila protegida apenas na parte frontal. Assim que chego à zona de check-in, mudo para proteção total e despacho a bagagem. À chegada ao destino, o processo é o inverso.
Daypack
Suficientemente pequeno para não incomodar no transporte, mas ainda assim razoavelmente espaçoso para usar em meio urbano, o daypack da Vango Planet é bastante útil. Não é tão grande como devia, nem tem os bolsos que eu gostaria, mas ainda assim é uma mais-valia para viagens urbanas. Talvez por isso, na Vango Freedom o daypack aumentou de volume para os 20 litros. Como ponto negativo, dizer que o fecho do daypack foi a única coisa que cedeu definitivamente na mochila (já não o levo em viagem).
Robustez
O material é robusto. Dez anos depois, começa a ter um ou outro buraco, causado pela armação metálica de suporte, mas nada de grave tendo em conta a forma intensa como tem sido utilizada (foi com esta mochila que dei uma volta ao mundo em 2004/05 e outra volta ao mundo com crianças em 2012).
Tão ou mais importante, os fechos são robustos. Dez anos volvidos, não estão (naturalmente) intactos, mas o principal problema que sofreram teve ação humana: à entrada nos Estados Unidos da América, as autoridades cortaram um cadeado e danificaram o fecho para aceder ao interior da mochila.
Alças ajustáveis
Por motivos óbvios, uma mochila com alças ajustáveis é fundamental para se caminhar com conforto e sem dores nas costas. Porque não temos todos a mesma altura.
Mochilas equivalentes à Vango Planet
É claro que esta não é a melhor mochila do mundo. Para mim, tendo em conta o tipo de viagens que costumo fazer e os meus gostos pessoais, tem servido na perfeição. Mas o que é bom para mim pode não ser bom para si. No que toca à compra de uma mochila, o melhor conselho que lhe posso dar é: estude as características da mochila, veja se elas se enquadram no seu tipo de viagens habitual e, se possível, experimente. Se comprar online ficar muito mais barato, arrisque – mas só depois de pesquisar tamanhos e características e testar alguma mochila similar.
Julgo que a mochila Vango Planet já não se fabrica. Pesquisei em www.vango.co.uk e não a encontrei – é normal, passaram 10 anos. A mochila mais parecida que vi foi uma chamada Vango Freedom 60+20, retratada nas imagens abaixo.


Seja como for, não faltam mochilas de excelente qualidade no mercado. Entre as marcas mais conceituadas, espreite as mochilas da Haglofs, Deuter, Eagle Creek, Osprey, Patagonia e The North Face – e, claro, não deixe de conhecer a portuguesa Monte Campo. Dependendo do que pretende, com certeza encontrará o que precisa nestas marcas.
Um último detalhe. No dia em que comprar uma mochila nova, o mais provável é escolher uma mochila mais pequena (com menos de 60 litros). Porque há coisas em que o tamanho realmente importa.
Talvez esteja a pensar que a Vango me pagou para publicar este post sobre mochilas. Não pagou. Mas eu acho que escrever sobre o bom equipamento de viagem que me tem acompanhado pelo mundo pode ser útil para os que acompanham o blog.
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