
O Museu do Louvre, instalado na margem esquerda do Rio Sena, no coração de Paris, é o maior museu de arte do mundo — e um dos mais visitados. Recebe mais de nove milhões de visitantes por ano, uma métrica difícil de ultrapassar por qualquer outra instituição cultural do planeta. Um lugar fundamental em qualquer roteiro para visitar Paris.
O museu ocupa o antigo Palácio do Louvre, uma fortaleza medieval transformada em residência real ao longo dos séculos, antes de se tornar museu público durante a Revolução Francesa — corria o ano de 1793. O seu acervo tem cerca de 380.000 obras, abrangendo desde a Antiguidade Oriental e Egípcia até meados do século XIX. Mas só menos de 10% se encontram expostas.
Quando visitar o Museu do Louvre vai com certeza reparar na entrada principal. Ela é feita pela icónica pirâmide de vidro projectada pelo arquitecto americano I. M. Pei, que se tornou ela própria um símbolo do museu.
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O que é o Museu do Louvre

É curioso pensarmos que um edifício desta grandiosidade tem raízes medievais. Ele foi mandado construir entre os séculos XII e XIII, durante o reinado de Filipe II, e parte dessas fundações ainda é visível no subsolo do museu.
Ora, à medida que a cidade cresceu o castelo foi perdendo a sua função defensiva, até que, em 1546, Francisco I o transformou na principal residência dos reis franceses. Daí em diante, o palácio foi sendo sucessivamente ampliado até atingir a dimensão monumental que hoje conhecemos. Foi só quando em 1682, Luís XIV transferiu a corte para Versalhes, que o Louvre passou a servir sobretudo como espaço para as coleções reais. E, dez anos depois, o edifício começou também a acolher academias artísticas e as primeiras grandes exposições públicas de arte.
Mas foi a Revolução Francesa que selou o destino do palácio. A Assembleia Nacional decretou que o Louvre deveria tornar-se um museu ao serviço da nação; e a 10 de agosto de 1793 abriu as portas ao público com 537 pinturas — muitas delas provenientes da coleção real e de bens confiscados à Igreja Católica.
Sob o comando de Napoleão Bonaparte, o acervo cresceu de forma considerável. E, mesmo após a devolução posterior de várias obras aos países de origem, o acervo continuou a aumentar por via de aquisições, doações e legados. Até à abertura do Grande Museu Egípcio (GEM), no Cairo, em finais de 2025, o Museu do Louvre foi unanimemente considerado como o maior museu do mundo.
Bilhete e visita guiada ao Museu do Louvre
Visitar o Louvre: a minha experiência no museu mais famoso de Paris

Não há milagres possíveis, por mais que abundem as promessas de fuga às filas. Quem visita um museu com milhares de entradas diárias tem de contar com multidões, por mais amplo que ele seja. Mas não se deixe intimidar, porque tudo funciona e a entrada acontece sem atrasos excessivos face à hora de entrada prevista no Museu do Louvre.
Vale a pena planear a visita de acordo com os gostos pessoais, sabendo que há vários temas e épocas para explorar. O museu está dividido em oito secções, por assim dizer: antiguidades egípcias; antiguidades do Oriente Próximo; antiguidades gregas, etruscas e romanas; arte islâmica; esculturas; artes decorativas; pinturas; impressões e desenhos.

Vale também a pena saber que a secção mais procurada do Louvre é a das Pinturas — provavelmente porque e é lá que se encontra a Mona Lisa. É apenas uma das mais de 7.000 obras expostas nesse departamento, mas a mais célebre pintura de Leonardo da Vinci atrai uma multidão de viajantes dispostos a fazer fila para a ver e fotografar. O circo em torno da Mona Lisa parece-me, na verdade, um pouco ridículo, mas há que compreender a vontade de todos – principalmente dos turistas asiáticos! – em fotografar um dos quadros mais famosos do planeta.

O problema é que este fenómeno acaba por distorcer a perceção do museu. Muitos visitantes percorrem quilómetros de corredores com o único objetivo de chegar àquela sala, sem olhar para o que fica pelo caminho.
E depois há a surpresa quase universal — a obra é bem mais pequena do que a maioria imagina. A pequenez da Mona Lisa evidencia-se ainda mais quando, na mesma sala, está também exposta uma das maiores telas do museu. Estou a falar do quadro O Casamento em Caná, de Paolo Veronese (século XVI), que tem mais de 132 figuras representadas.

Se, como eu, só tiver algumas horas do dia para visitar o Museu do Louvre, pode fazer uma rota que passe pelas suas principais obras-primas. O museu sugere uma rota de uma a duas horas que começa na ala Sully (Vénus de Milo), passa pela Vitória de Samotrácia e termina nas grandes pinturas da ala Denon, incluindo a referida Mona Lisa.
Quem prefere fugir às multidões tem uma alternativa igualmente interessante pela ala Richelieu: as esculturas dos pátios cobertos, as antiguidades do Médio Oriente e os opulentos apartamentos de Napoleão III. Encontrará menos gente e mais espaço, tendo uma experiência mais tranquila.

A esse respeito, vale a pena referir que o museu está organizado em três alas — Denon, Sully e Richelieu — dispostas em torno do pátio central. Cada ala tem vários andares e coleções distintas, pelo que convém estudar um pouco o que pretende visitar antes de entrar.
Em termos gerais, o piso térreo alberga as antiguidades gregas, etruscas e egípcias e as grandes esculturas. O primeiro andar concentra as pinturas italianas — incluindo a Mona Lisa — a pintura francesa e os apartamentos de Napoleão III. O segundo andar é dedicado às pinturas do norte da Europa e às artes decorativas. No subsolo, ainda é possível ver o fosso medieval e as fundações originais do palácio.
O ponto de partida natural é o Hall Napoléon, o espaço subterrâneo sob a famosa pirâmide de vidro, de onde partem escadas rolantes, elevadores e escadas para todas as alas e pisos. À entrada, estão disponíveis mapas gratuitos em papel— úteis para planear o percurso antes de se aventurar pelas galerias.
Bilhete e visita guiada ao Museu do Louvre
Dicas para visitar o Museu do Louvre
Como comprar bilhetes para o Louvre
Na época alta — de junho a agosto —, convém reservar bilhete para o Museu do Louvre com dois a três meses de antecedência. Isto aplica-se também a quem tem entrada gratuita: menores de 18 anos, jovens europeus até aos 25 e visitantes com deficiência continuam a precisar de reserva prévia. O mesmo vale para quem tem o Paris Museu Pass — ter o passe não garante entrada no museu; é sempre necessário marcar hora online.
Caso prefira visitar o Museu do Louvre na companhia de um guia profissional, veja a excursão Visão geral do Louvre, tour de exploração e entrada reservada. Eu não fiz (tinha o Paris Museu Pass), mas é muito elogiado por participantes de todo o mundo — e ajuda-o a otimizar o tempo.
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Entradas no Museu do Louvre
Caso esteja a chover e queira evitar ficar nas filas ao ar livre junto à pirâmide de vidro, saiba que há uma forma de entrar no Museu do Louvre que não pela pirâmide. Não posso garantir que terá filas mmenores, mas pelo menos estará abrigado.
Assim, há uma entrada no museu do Louvre meio escondida, que se faz pelo centro comercial Carrousel du Louvre — basta descer junto à chamada Place du Carroussel, mostrar o seu bilhete e… voilá… estará dentro do Museu do Louvre.
Onde ficar em Paris
Antes de mais, recomendo a leitura do artigo sobre onde ficar em Paris, onde elenco as melhores regiões para pernoitar e sugiro alguns dos melhores hotéis da cidade.
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