
A Necrópole de Gizé é um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Localizada a 25 quilómetros do Cairo, é um vasto complexo que reúne as três Grandes Pirâmides — Quéops, Quéfren e Miquerinos —, a imponente Grande Esfinge, além de vários cemitérios, uma antiga vila operária e várias estruturas associadas à construção e manutenção do local.. Quando se chega ao planalto de Gizé e se vê, pela primeira vez, o perfil das pirâmides a erguer-se do deserto, pensamos que nenhuma fotografia antes vista nos prepara verdadeiramente para a escala deste monumento.
A maior das três, a Grande Pirâmide de Gizé, foi construída há mais de 4.500 anos para o faraó Quéops e continua a ser a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que ainda existe. Mas mais impressionante do que a idade ou o tamanho é a sensação de mistério: milhões de blocos de pedra, corredores escondidos, câmaras funerárias, alinhamentos perfeitos com os pontos cardeais — tudo num tempo em que, supostamente, o mundo seria ainda “primitivo”. Diante delas, essa ideia desaparece.
Neste artigo, vou então partilhar um pouco da minha experiência a visitar as Pirâmides de Gizé, no Cairo.
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Visitar as Pirâmides de Gizé: a minha experiência
Como chegar às Pirâmides de Gizé (e qual das entradas escolher)

Se preferir não integrar um tour organizado, a única forma prática de chegar às pirâmides de Gizé é de táxi (peça no seu hotel) ou de Uber (mais barato). Note que muitos motoristas de Uber não aceitam viajar entre Gizé e o centro do Cairo pela tarifa fixada pela aplicação, tentando negociar um valor fixo muito superior. Não vá na conversa.
Convém saber que, com a construção do novo Centro de Visitantes, há atualmente duas entradas no complexo das pirâmides de Gizé — localizadas em extremos opostos. O que eu recomendo é entrar pela entrada do Centro de Visitantes (ver localização) e sair pela velha entrada junto à esfinge (ver localização), que fica às portas da malha urbana.
Atualmente, há autocarros gratuitos que percorrem o interior do complexo, ligando o Centro de Visitantes, as pirâmides propriamente ditas e a Esfinge, junto à outra saída. Evite andar de camelo e opte por caminhar ou utilizar os autocarros.
Quéops e as outras Pirâmides de Gizé

Construídas como tumbas reais durante o Antigo Império, as pirâmides destinavam-se a garantir a passagem dos faraós para a vida após a morte. Para os egípcios, a pirâmide representava os raios do Sol, brilhando em direção à Terra. Todas as pirâmides do Egito foram construídas na margem oeste do Nilo, na direção do sol poente. Os egípcios acreditavam que, enterrando seu rei numa pirâmide, ele se elevaria e se juntaria ao sol, tomando o seu lugar de direito com os deuses.
Cada pirâmide fazia parte de um complexo funerário mais amplo, que incluía templos, rampas processionais, pirâmides secundárias e mastabas — túmulos destinados a membros da elite. Nas imediações, foram ainda encontrados barcos desmontados, associados à crença de que o faraó viajaria pelo céu ao lado do deus solar. Apesar dos sofisticados sistemas de proteção, a maioria das pirâmides foi saqueada ainda na Antiguidade.

A maior, a Pirâmide de Quéops, erguida por volta de 2550 a.C., atingia originalmente cerca de 146 metros de altura, sendo durante milénios a estrutura mais alta construída pelo ser humano. A precisão das suas proporções e o rigor da construção continuam a impressionar, testemunhando o avançado conhecimento dos antigos egípcios em matemática e engenharia. Para quem decide visitar as Pirâmides de Gizé, é sem qualquer dúvida a principal atração!
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Grande Esfinge de Gizé

A Grande Esfinge de Gizé, esculpida diretamente no calcário do planalto há cerca de 4.500 anos, é uma das mais enigmáticas (e emblemáticas!) esculturas do mundo antigo. Com corpo de leão e cabeça humana — geralmente associada ao faraó Quéfren —, terá sido concebida como guardiã simbólica do complexo funerário, ligada ao culto solar e à ideia de poder divino.
Ao que consta, foi talhada a partir de um único bloco rochoso que serviu também de pedreira para as pirâmides. A estrutra revela diferentes camadas de calcário, o que — dizem os especialistas — explica o desgaste desigual provocado pelo vento e pela areia ao longo dos tempos.
Com 73 metros de comprimento e mais de 20 de altura, a Grande Esfinge de Gizé foi, durante séculos, parcialmente engolida pelas areias do deserto. Ora, se isso por um lado contribuiu para a sua preservação, também é certo que ajudou ao seu esquecimento temporário. Seja como for, a esfinge foi sendo sucessivamente desenterrada e restaurada ao longo da história.
Em jeito de curiosidade, dizer também que a ausência do nariz, hoje uma das suas características mais reconhecíveis, resulta provavelmente de “destruição deliberada” ocorrida algures entre a Antiguidade tardia e a Idade Média. Desconheço a veracidade desta teoria mas, honestamente, prefiro acreditar nela do que em mitos mais recentes.
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Dicas para visitar as Pirâmides de Gizé
Como comprar bilhetes para as Pirâmides de Gizé
Em teoria, é possível comprar ingressos visitar visitar as Pirâmides de Gizé à chegada ao Centro de Visitantes ou na antiga porta, junto à esfinge. Mas, caso prefira ser precavido, pode comprar entrada na GetYourGuide com antecedência. Fica ao seu critério.
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Excursões para visitar as Pirâmides de Gizé
Caso prefira visitar as pirâmides de Gizé na companhia de um guia profissional, veja este tour que combina Grande Museu Egípcio, Pirâmides, visita à Esfinge e almoço. Eu não fiz, mas é muito elogiado por participantes de todo o mundo — e ajuda-o a otimizar o tempo.
De resto, há uma excursão liderada por mulheres e especificamente destinado a mulheres viajantes que recolhe aplausos praticamente unânimes. Chama-se Cairo: visita guiada por mulheres às pirâmides, esfinge e museu, e custa cerca de 60€ por pessoa.
Onde ficar no Cairo
Antes de mais, recomendo a leitura do artigo sobre onde ficar no Cairo, onde elenco as melhores regiões para pernoitar (é melhor ficar no centro ou perto das pirâmides?) e sugiro alguns dos melhores hotéis da cidade.
Seja como for, se quiser poupar tempo na leitura, saiba que o Steigenberger Hotel El Tahrir, de 4 estrelas, é o meu hotel de eleição no Cairo. Isto porque eu prefiro ficar no centro histórico, mas se optar por dormir junto às pirâmides o Kove Hotel by The Pyramids é ainda melhor. Pode reservar à confiança, mas pode também pesquisar as imensas opções hoteleiras da cidade do Cairo usando o link abaixo.
Seguro de viagem
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Internet e dados móveis no Egito
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