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Ilha da Boa Vista, Amor a Bubista

TextoAna PedrosaFotosAntónio Sá02/01/2012

O título, retirado de um barco de pesca, é sinonimo da emoção com que se parte da Boa Vista, dona de metade das praias de Cabo Verde, todas elas magníficas. Uma ilha fantástica para partilhar a dois - ou a quatro, como foi o caso.

Praia de Diante. A placa de madeira exibe com orgulho o nome óbvio do pequeno areal localizado frente a Sal Rei. Deve ser este o lugar mais frequentado da vila, quiçá da ilha inteira, com exceção do campo de futebol em dias de jogo e das minúsculas povoações do interior quando há festa.

Ao fim da tarde, depois da escola ou do trabalho, a praia e o cais adjacente são o retrato da geografia humana de Cabo Verde, cuja média de idade ronda os 23 anos. Jovens e crianças espalham uma alegria contagiante com os seus jogos, corridas, saltos acrobáticos para a água e competições improvisadas de natação que não raras vezes acabam em beijos roubados e risinhos maliciosos partilhados por bandos de raparigas.

As cores quentes de Cabo Verde numa fachada da ilha da Boa Vista

As cores quentes de Cabo Verde numa fachada da ilha da Boa Vista

De manhã, no mesmo sítio, o cenário é outro. Somos normalmente os primeiros a chegar, tendo a sensação de inaugurar a areia clara com as nossas pegadas. Mais cedo, porém, já os pescadores partiram nos seus barcos coloridos, benzendo-se antes de entrar na água, e chegaram com a faina matinal - chicharro, pargo, garoupa -, distribuída pelas bacias de plástico das vendedoras.

Apesar do Sol já ir alto, por uns bons momentos seremos os únicos a desfrutar da quietude, do mar morno e da paisagem de beleza hipnótica da enseada. Mas não tardará que chegue a revoada dos miúdos do costume para nos levar os brinquedos e os filhos, levando-os à água com gestos cuidadosos ou ensinando-lhes a fazer figuras bizarras com areia molhada a escorrer entre os dedos.

Sabe bem a ajuda destes inesperados baby-sitters, tal como é engraçado ver o nosso catraio de dois anos perder o medo de entrar no mar para se juntar a uma lourita italiana com o dobro da idade. É pela companhia (e porque o alojamento fica a poucos metros de distância) que voltamos a este sítio, de forma alguma o melhor da ilha.

Vamos aos factos: a Boa Vista conta com 55 quilómetros de praias perfazendo 52% do total de areais do arquipélago. Tendo em conta que fica à distância de um voo de 15 minutos do aeroporto internacional do Sal, a mais turística das ilhas, é surpreendente que em meados de junho conseguíssemos estar em várias outras praias sem ver vivalma ou, quando muito, partilhando a costa com uma mão-cheia de viajantes.

Um segredo bem guardado, como anunciam os prospetos? Nem por isso, pelo menos para os italianos que a descobriram (literalmente, mas já lá iremos) e formam agora a maior comunidade estrangeira.

Não estaremos no pico da estação turística? Talvez. Certo é que o turismo de massas só há pouco chegou à ilha e os turistas de pulseira tudo-incluído raramente se atrevem a sair das fronteiras do resort.

Os mares de Cabo Verde são ricos em peixe

Os mares de Cabo Verde são ricos em peixe

Antes que o leitor prossiga a leitura deixe-me fazer algumas perguntas. Na escolha do destino de férias privilegia a diversão noturna, em esplanadas dispostas lado a lado e restaurantes abertos todo o dia? Boas estradas para percorrer no carro alugado? Praias com vigilância e mesas com os pés na areia? Nesse caso, a Boa Vista não será para si.

Não porque esta seja uma viagem “só para intrépidos”, difícil ou perigosa. Pelo contrário, raramente me senti tão segura e bem acolhida. No entanto, digamos que dá algum trabalho. Há restaurantes (e bons) mas onde, na maioria, é necessária a reserva com várias horas de antecedência. Para compensar têm-se a garantia de mesas disponíveis e comida acabada de fazer.

Há pouco para “ver”, no sentido cultural do termo, e uma das menos povoadas das ilhas cabo-verdianas (cerca de 9.000 habitantes) é também uma das mais pobres. Se nada disto o demove, procura tranquilidade e um destino pouco explorado, bem-vindo então à Ilha Fantástica, como lhe chamou o escritor Germano Almeida num livro que retrata o lugar onde nasceu e cresceu.

Boa Vista, Nas Brumas da Memória

Se este texto não começou como devia, ou seja, pelo princípio, chegou a hora de o fazer. Estou no aeroporto à espera das malas. Lá fora, há uma pickup à espera e dentro em breve estaremos a atravessar as poucas ruas de Sal Rei, a capital, até sermos recebidos pelos olhos azuis de Cristiano.

O Migrante guesthouse. Encontrei-o numa daquelas navegações felizes pela internet que me trouxeram a bom porto.

Hei de confirmá-lo na manhã seguinte, depois de uma noite descansada e um pequeno-almoço retemperador, quando escrever no diário de viagem: “Temperatura agradável. Uma brisa leve atravessa o pátio onde me encontro sozinha. Fecho os olhos e o único som que ouço é o dos ramos da buganvília a roçar na parede. Um cão ladra ao longe. Um assobio. Silêncio de novo”. A própria casa, que é efetivamente um oásis de paz e bom gosto, está intimamente ligada à história da ilha.

Turistas numa esplanada de Sal Rei

Turistas numa esplanada de Sal Rei

Entre as brumas da memória e datas que se multiplicam por documentos diversos, relata-se a versão mais corrente. Das cinco ilhas descobertas em 1460 por Diogo Gomes e António di Noli, navegador genovês ao serviço da coroa portuguesa, contava-se aquela que viria a ser batizada de S. Cristóvão, padroeiro dos marinheiros da sua cidade natal.

Cristóvão Colombo será o primeiro turista italiano ilustre. Aquando da sua terceira travessia do Atlântico, faz uma breve paragem na ilha para tentar obter cura para a lepra que o afligia; acreditava-se que a carne e o sangue das tartarugas eram bons remédios para a doença. Na altura, e por muito tempo ainda, pouco mais do que aves e animais habitavam este território de 620 km2, o terceiro maior do país. Meio século depois apenas 50 almas eram mencionadas, criadores de gado por certo.

O povoamento “a sério” dá-se por volta de 1620, quando um grupo de ingleses começou a explorar o sal de alta qualidade aí encontrado, cujo comércio haveria de atingir o pico em meados do século XIX. Nessa ocasião, Sal Rei chegou mesmo a ser apontada como possível capital de todo o arquipélago, dada a importância do seu porto no tráfego (negreiro e não só) entre a África e a América.

É neste contexto que se instalam Abraham e Esther Ben' Oliel, judeus sefarditas de Rabat e fundadores do pequeno império familiar que viria a influenciar a estrutura económica e social deste pedaço de terra. Descanso agora na casa que ergueram, porque é aí que fica o Migrante, com decoração de influência marroquina a prestar-lhes homenagem.

Do velho esplendor a vila pouco conserva. É um lugar pachorrento, de trânsito escasso, que se cruza num instante. Há a Igreja de Santa Isabel, bonita de tão simples, o antigo edifício da alfândega frente ao mar, algumas casas coloniais habitadas por gatos e plantas indomáveis. O resto são moradias coloridas, ruas de terra à sombra de acácias, mercearias com meia dúzia de prateleiras, grupos de homens a jogar uril (um jogo tradicional) pela tarde dentro, o mercado de fruta e legumes, duas esplanadas na praça.

Volta à ilha da Boa Vista

Luís conduz-nos estrada fora. É homem de poucas falas, mas não lhe faltarão sorrisos e conversa sempre que encontrar uma crioula bonita pelo caminho. Tem, no entanto, o que precisamos: paciência para responder a incontáveis perguntas e pedidos de paragem frequentes - fotografia oblige. A primeira faz-se na Praia de Chaves, para ver a antiga fábrica de cerâmica, obra dos Ben' Oliel, cujo único vestígio é a chaminé que sobressai da areia como um farol insólito a tentar resistir aos avanços do tempo. A tradição de moldar o barro segundo métodos tradicionais prossegue agora na oficina-escola de Rabil, a poucos minutos dali.

Morro de Areia. O deserto à beira-mar, num cenário de cortar a respiração, onde o epíteto de Ilha das Dunas ganha sentido. Do promontório avista-se um autêntico mar de areia, de vagas moldadas pelo vento, com o azul profundo do Atlântico a acenar um convite difícil de resistir.

Dunas de areia na Boa Vista

Dunas de areia na Boa Vista

A paisagem que se segue é de uma beleza lunar. A estrada: uma reta interminável rodeada de pedras, pedregulhos, um ou outro arbusto ressequido, leitos de ribeiros que raramente conhecem a alegria da água. Ao fundo, o traço de basalto desaparece entre dois montes sem sinal algum de presença humana a perturbar-lhe o sossego. De longe parecem montanhas despidas mas é só ilusão desta terra chã onde o ponto mais alto, o Pico Estância, não ultrapassa os 390 metros.

Povoação Velha descreve-se em poucas palavras. Dizê-las demora mais do que o tempo que leva a atravessar as duas ruas, de casas baixas com galinhas e burros sonolentos nas traseiras, zurrando entre as acácias. Berço do primeiro povoado é também lugar da festa maior da ilha, o Santo António, celebrado numa capela do sopé do monte com o mesmo nome.

Passa o primeiro jipe com turistas, vindos da praia de Santa Mónica, nomeada assim em honra do areal homónimo da Califórnia. Segundo o meu guia de viagem a “versão boavisteira é sem dúvida magnífica mas um pedaço mais vazia”. Isso mesmo, magnificamente vazia, sem ninguém à vista em todos os seus 18 quilómetros de extensão. Não existe um guarda-sol, uma toalha, nenhum sítio onde comprar água ou uma sandes (por isso previna-se, se pretende ficar por umas boas horas).

Praias paradisíacas há muitas no planeta e esta não tem coqueiros melancólicos, nem granito rosa a proteger enseadas. É “apenas” uma enorme língua de areia muito branca, finíssima, lambida por água morna e mansa, que traz cardumes de peixinhos aos nossos pés. Nunca conheci outra onde tanto apetecesse gritar de felicidade.

É o reino pacífico de milhares de caranguejos claros, rápidos como flechas a esconder-se nos seus buracos; várias espécies de tartarugas que vêm desovar nas noites de verão; e de muitas aves marinhas, migratórias ou nidificantes, como a cagarra, o alcatraz ou a rara fragata. Um verdadeiro éden.

A ideia de verem uma “gruta de piratas” venceu a resistência dos miúdos em sair dali. Aos pais bastou-lhes a visão de um embondeiro - “só há três na Ilha”, informa o Luís - pequeno para os padrões da terra-mãe, mas mesmo assim uma promessa de África.

Tal como Cabo Verde, que é África e não é bem. É-o nas corres garridas das fachadas e dos panos que cobrem as mulheres, nos batuques ouvidos nas ruas, em tradições e ritmos gravados nos genes. Mas depois sentimos a Europa infiltrada no sangue e na língua, nas paixões (ah, o futebol!), numa certa forma de estar, nos níveis de literacia, saúde e economia bem acima dos demais países da África oriental.

Crianças na ilha da Boa Vista

Brincadeiras de criança nas praias da Boa Vista

De súbito, vem-me à memória uma cena do dia anterior. Uma jovem cabo-verdiana na praia, linda, de longos cabelos negros aos caracóis, a quem o namorado moldou uma cauda de sereia, numa cuidadosa escultura de areia.

Quando cedi ao pedido para lhes tirar uma foto, vi que ela tinha tatuado todo o arquipélago na omoplata. A conversa posterior revelou que, tal como a maioria dos cabo-verdianos, também eles eram emigrantes. De que ela própria era a metáfora perfeita: dividida entre o conforto de uma vida melhor e o calor da terra natal, com o país gravado na pele. Ou no coração, tanto faz.

Afinal a Ponta da Varadinha tinha mesmo grutas, suficientemente grandes para fazer sonhar com tesouros escondidos enquanto o almoço desaparecia sob uma fome voraz. Ataques de piratas também os houve, em número e gravidade suficiente para justiçar a construção do forte dos Duques de Bragança, no ilhéu frente a Sal Rei, hoje apenas um punhado de destroços que pode se visitado se algum pescador nos quiser lá levar.

Uma outra fortaleza esconde-se no fundo mar. Abrigo de largos cardumes de peixes e mariscos, os extensos bancos de coral são responsáveis por dezenas de naufrágios ao longo dos séculos. O cargueiro espanhol Cabo de Santa Maria é apenas a sua vítima mais recente. A rota com destino ao Brasil foi interrompida em 1968, deixando no litoral norte um navio fantasma em luta constante com as vagas e o vento, de casco fincado na areia e mastros erguidos ao céu, poiso seguro para ninhos de gaivotas.

Calcula-se que cerca de 40 naufrágios tenham ocorrido em redor da Boa Vista, alguns tão trágicos como o de Cicília, em 1863. Numa antevisão local do Titanic, o salão de baile e os seus ocupantes foram fechados por ordem do capitão, ao aperceber-se do desastre iminente. Melhor sorte teve James Cook que, após várias horas de desespero, conseguiu passar o Baixo de João Leitão e prosseguir a terceira viagem em direção aos mares do sul.

As povoações mais interessantes são as do “Norte”, denominação enigmática da zona situada no interior leste. João Galego, Fundo das Figueiras, Cabeço de Tarafes dormem à sombra de uma vegetação “luxuriante” pelos padrões locais. A silhueta esguia das tamareiras é o primeiro sinal verde a assinalar a presença de uns quantos campos cultivados, do pouco que é possível fazer medrar nos 5% de solo fértil do território ilhéu. Seguem-se acácias onde as cabras fazem a vez de pássaros, mordendo folhas duras com gestos lentos.

Sal Rei é a principal povoação da ilha da Boa Vista

Sal Rei é o maior centro urbano da ilha da Boa Vista

O calor traz vontade de um café, feito na hora e servido na cozinha das traseiras de uma mercearia/bar/restaurante-quando-é-preciso. Da rua chega o ruído surdo de um pilão a moer milho para a cachupa. Olhos curiosos espreitam das janelas de casas bicolores (amarelo/azul, rosa/verde, vermelho/ocre, verd'azul) com buganvílias a trepar pelas paredes. Apetece ficar por aqui, cumprindo a vontade da lassidão que invade os ossos.

A lista inicial de lugares a visitar vai sendo cortada, à medida que a canícula aumenta. Ficou por ver a Baía das Gatas de onde, em certos meses, se avistam dezenas de tubarões junto à costa; e o Morro Negro, ponto do arquipélago mais próximo de África, a 455 quilómetros de distância.

Impossível era falhar a Ponta do Ervatão, segundo o guia: “mais do mesmo, uma praia impossivelmente bonita”. Chegar ao paraíso tem os seus custos: neste caso é preciso atravessar um oceano de pedra e pó, regressando pelo mesmo caminho.

O final feliz poderá ser no deserto de Viana, um Sara em miniatura, com os seus pequenos oásis, palmeiras solitárias e dunas formadas com a areia que o vento harmatão traz do continente negro.

Ou na praia. Ou até na biblioteca do Migrante, onde as palavras de Germano Almeida fazem todo o sentido “... a herança [da Boa Vista] é de uma certa preguiça, de não fazer agora o que se pode deixar para mais logo.” Bem vistas as coisas, para quê contrariar o espírito do lugar?

Turismo sustentável na ilha da Boa Vista

Dizer que o turismo move montanhas não é uma figura de estilo. A atividade económica com mais futuro, aquela em que todos os governos apostam, não só é capaz de ultrapassar montanhas de burocracia (basta obter a declaração de utilidade pública para ser possível erguer um hotel numa zona até ali interdita à construção), como ocupar falésias, arrasar dunas, erguer barreiras a impedir o acesso a áreas que são património de todos.

A paisagens desfiguradas chama-se progresso, com a alegação de que a atividade traz benefícios a todos: aos que viajam, porque o podem fazer com todas as comodidades e preços relativamente reduzidos, e às populações locais, a quem se garante emprego e aumento do nível de vida.

Infelizmente, a realidade é outra. Os resorts que oferecem estadias com tudo-incluído acabam por centralizar todos os serviços (mesmo as atividades lúdicas) dentro dos limites do estabelecimento, ficando a maior parte dinheiro gasto nas mãos das cadeias hoteleiras internacionais (não é à toa que elas se propõem investir nos locais onde se instalam, com a construção de infraestruturas e financiamento de aeroportos).

Se pretende mesmo ajudar as comunidades locais da Boa Vista, comece na escolha do alojamento, ficando instalado em unidades pequenas (como as sugeridas neste artigo). Prove a gastronomia local em restaurantes distintos, alugue um barco a um pescador, pague os serviços de guia a alguém que viveu ali deste sempre. Aí sim, terá a certeza de que todos ficarão um pouco mais ricos - incluindo você.

Guia de viagens à Boavista

Este é um guia prático para viagens à ilha da Boa Vista, com informações sobre a melhor época para visitar, como chegar, pontos turísticos, os melhores hotéis e sugestões de actividades na ilha.

Ilha da Boa Vista Quando ir

Quando ir

O clima é tropical seco, com temperaturas médias de 25° durante a maior parte do ano, embora julho e agosto sejam meses bastantes mais quentes. O harmatão, vento seco e quente vindo da costa africana, sopra entre os meses de dezembro e fevereiro, por vezes provocando uma espécie de névoa chamada de bruma seca. Entre março e junho tem a garantia de temperaturas cálidas, sem serem excessivas.

Como chegar

Como chegar à Boa Vista

A melhor forma de chegar à ilha da Boa Vista é voar com a TAP em combinação com a TACV - Transportes Aéreos de Cabo Verde, regra geral com escala na Cidade da Praia ou na ilha do Sal.

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Onde ficar

Onde ficar

Migrante Guesthouse. Av. Amílcar Cabral, Sal Rei. Tel.: 251 1143. Turismo de habitação de charme, localizado numa casa colonial no centro da vila. Os seus quatro quartos estão dispostos à volta de um pátio, onde se toma o pequeno-almoço. Conta com um bar e biblioteca com uma vasta seleção de livros.

Spinguera. Uma velha aldeia de pescadores transformada em quartos e apartamentos idílicos, para quem gosta de muita paz e sossego. Sem televisões ou rede de telemóvel, aqui podemos realmente desligarmo-nos do mundo.

Aparthotel Ca'Nicola. Apartamentos com cozinha completa e terraço, localizados junto à praia de Estoril. Tel.: (00.238) 251 1793.

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Onde comer

Onde comer

Não espere restaurante de design arrojado ou trendy. Todos os locais, mesmo os melhores, têm uma decoração simples, preferindo destacar-se na gastronomia. Neste capítulo, o peixe é rei. Garoupa, peixe-espada, serra (uma espécie de atum), polvo e mariscos como a lagosta são sempre frescos e saborosos. Já o prato nacional, a cachupa (estufado muito rico feito com milho, feijão, mandioca, vários legumes e carne de porco ou peixe), é mais difícil de encontrar, uma vez que a sua confeção é demorada. É questão de ir perguntando nos restaurantes. Em grande parte destes é aconselhável reservar com alguma antecedência.

Em Sal Rei. Terra Sabe - Cozinha italiana e cabo-verdiana, com mesas instaladas num agradável terraço. No menu onde constam pizzas, massas e bom peixe, destaca-se o queijo de cabra grelhado. Riba d'Olte - Pedro e Maria são os proprietários portugueses deste restaurante com uma vasta carta que inclui pratos vegetarianos. A especialidade é o arroz de polvo. Blue Marlin (Santinha) - aconselha-se a reserva com um ou dois dias de antecedência neste local pequeno e sempre cheio. A especialidade da casa são os vários pratos de peixe: assado, grelhado, com massa e em carpaccio. Naida - ambiente familiar e um pouco kitsch, mas tem sempre peixe - serra, peixe espada, atum - normalmente servido grelhado. É necessário reservar com algumas horas de antecedência. Rosi - de atmosfera caseira não tem menu fixo. Ao fazer a necessária reserva, peça polvo com batatas ou lagosta. Só serve jantares.

Em Rabil. Sodade di nha Terra - considerado por muitos o melhor restaurante da ilha da Boa Vista, liderado por um chef com vários anos de experiência na Europa. Aconselha-se o cabrito e a lagosta.

Passeios na Boa Vista

Atividades na Boa Vista

As águas transparentes e calmas do Atlântico, aliada à enorme riqueza dos seus fundos marinhos e diversos bancos de coral, tornam a ilha num local excelente para a prática de mergulho. Bodyboard, kitesurf e windsurf são outros desportos náuticos praticados na Boa Vista. Além de jipes e pickups, o aluguer de moto 4 e scooters permite percorrer o interior ou a costa da Boa Vista. Várias agências locais oferecem também excursões ao Deserto de Viana em noites de lua cheia e passeios a cavalo.

Informações úteis

Informações úteis

Não há vacinas obrigatórias ou necessidade de prevenção da malária. No entanto, deve beber água engarrafada e ter cuidado com as saladas cruas.

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Seguro de viagem

O seguro de viagem da World Nomads oferece uma das mais completa e confiáveis apólices de seguro do mercado. São os seguros recomendados por entidades prestigiadas como a Lonely Planet, Footprint, Hostelworld e National Geographic.

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Informações úteis na internet

Na Internet

Embora não sendo um site oficial, o espaço www.caboverde.com tem muita informação útil sobre viagens a Cabo Verde, incluindo, naturalmente, a ilha da Boa Vista. O Portal do Turismo de Cabo Verde está acessível em www.turismo.cv e também vale a visita.