Um carrossel de sabores num mercado noturno de Langkawi (#17)
Não faltam pasar malam por toda a região. O termo indica os populares night markets de Singapura, Malásia e Indonésia - os mercados noturnos onde locais e turistas se misturam para fazer compras e jantar na rua. Na ilha de Langkawi, Malásia, há night markets todos os dias da semana, em localizações diferentes. Fomos experimentar o de domingo, em Beras Terbakar, e viemos de lá deliciados.
Um pé de feijão em Langkawi (#16)
Não foi pelas praias espectaculares (que as tinha), nem pelas muitas actividades aquáticas (que abundavam) que Langkawi será recordado, mas pode dizer-se que foi onde a Pikitim chegou às nuvens. Em sentido literal e figurado. Com a ajuda de “um pé de feijão muito especial”, vimos a Pikitim delirar com um passeio de teleférico e, mais ainda, com a companhia de uma nova amiga portuguesa. Andou numa alegria que só visto, até descobrir a tristeza da despedida.
Koh Muk, a ilha das borboletas (#15)
Há lugares de onde custa sair. E Koh Muk (ou Koh Mook) é um deles. Tranquila, bonita, com gente acolhedora e muito boa onda, a ilha de Koh Muk é um desses lugares. Pequena, com apenas três praias e outros tantos resorts de expressiva dimensão, a ilha tem muitos refúgios de tranquilidade e qualquer coisa de especial. Para a Pikitim, tornou-se a “ilha das borboletas” e do amigo Lincoln.
Angústias (#14)
As questões relacionadas com a saúde são as que mais limitam a decisão de viajar com uma criança de tenra idade. “E se o meu filho adoecer, longe de tudo?”. A impotência perante uma criança prostrada na cama a arder de febre, longe de casa, é ainda mais angustiante do que quando isso acontece em casa. Nada de novo. Mas é um facto com o qual nós, que conscientemente decidimos viajar com a nossa filha, tivemos de lidar cedo nesta viagem.
Explorando Koh Lanta, dos ciganos do mar à roupa das Polly Pocket (#13)
Foram dias a dormir numa casa sobre estacas, com o marulhar da enchente a invadir os ouvidos e a brisa fresca a alisar os cabelos deitados na rede. Isso numa ilha turística de um lado, tranquila doutro, e onde as seringueiras dominam a paisagem de permeio. E, para a Pikitim, isso não é coisa pouca: a partir de agora, é dos copinhos pendurados nas árvores de Koh Lanta que sai a borracha para fazer as roupas das suas Polly Pocket.
Uma semana a viver sobre a água em Lanta Old Town, Koh Lanta (#12)
Dizem que em toda a ilha de Lanta, na Tailândia, é assim: as marés são expressivas, ganham amplitudes de notável extensão, mais em comprimento do que em profundidade. Duas vezes por dia, ao sabor da terra e da lua. Foi em Lanta Old Town, na semana em que viveu numa casa sobre a água, que a Pikitim começou a falar das marés com admirável naturalidade.
Snorkelling nas ilhas Phi Phi: “Pai, não é maravilhoso?” (#11)
Ver peixinhos coloridos era um dos desejos que a Pikitim trazia para esta viagem. Não foi preciso esperar muito. A partir de Koh Jum, fizemos um passeio de barco ao parque natural das Phi Phi, e a máscara de snorkelling foi pela primeira vez utilizada – o tubo fica para outra oportunidade. Mas não será só por isso que a maravilhosa ilha de Jum fica na memória da família; há muitas outras razões e, para a Pikitim, sobretudo esta: foi onde perdeu o primeiro dente de leite.
Encantados com a ilha Koh Jum (#10)
Foi a estreia com uma máscara de snorkelling rodeada de peixes coloridos o ponto alto de uma semana passada numa ilha absolutamente deslumbrante, como todas as ilhas da Tailândia deveriam ser: turísticas, é certo, mas sem os exageros de outras paragens. E assim, a simplicidade, beleza e bom senso de Koh Jum conquistaram o nosso coração, e ainda tiveram o bónus de encontrar velhos amigos viajantes.
Escaladas e sonhos em Railay, Tailândia (#09)
Depois da tranquilidade de Koh Yao Yai, chegar a Railay poderia ter sido um choque. Muito esforço para lá chegar, demasiada gente no areal, bastante lixo visível na maré vaza. Mas foi em Railay que a Pikitim teve a sua primeira “casinha na árvore” e é lá que fica uma lindíssima praia rodeada de montanhas calcárias muito procuradas por praticantes de escalada. Mais uma brincadeira para fazer na água, com a mãe ou o pai a transformarem-se em parede. Foram só três dias inteiros mas, diz a Pikitim, “valeu muito a pena”.
Uma praia por nossa conta em Koh Yao Yai (Pikitim #08)
Depois do banho de cidade e diversidade que foi Singapura, o nosso roteiro conduziu-nos à Tailândia. Em Koh Yao Yai, a Pikitim teve uma praia quase por sua conta e tomou contacto mais próximo com os bichos, por causa da casa “no meio da floresta”. Da Yamalia, dona da guesthouse que por cinco dias se tornou a nossa casa, recorda sobretudo os deliciosos pratos de fruta que nos servia ao pequeno almoço. E fez desenhos para mandar aos amigos da escola.
Sentosa de plástico (Pikitim #07)
Chamam-lhe o “parque de diversões preferido da Ásia” e, pela nossa parte, não pretendemos confirmá-lo ou desmenti-lo. A verdade é que só visitamos a ilha Sentosa como alternativa ao plano inicial de fazer um passeio na copa das árvores numa das maiores reservas naturais de Singapura. Só não saímos desiludidos porque as expectativas já eram praticamente nulas - Sentosa é o exemplo perfeito de um mundo de plástico.
Um dia entre animais no Jardim Zoológico de Singapura (Pikitim #06)
Dar a conhecer à Pikitim um dos melhores jardins zoológicos do planeta era um dos objetivos desta passagem por Singapura. Talvez com mais um ou dois anos de idade apreciasse mais a magnificência do conceito, mas a Pikitim ainda assim adorou. Teve medo, é certo, mas adorou. Elegeu os pinguins e os esquilos os animais preferidos. E para a história fica a tirada sobre os jaguares: “Pai, o jaguar é que tem sorte, não tem de lavar os dentes”.
A cidade do ovo gigante partido (Pikitim #05)
O olhar de uma criança é mágico, criativo, surpreendente. Tem o poder de ver numa nuvem um castelo de fadas, em duas fileiras de palmeiras um bosque encantado e até num edifício contemporâneo ver um “ovo gigante partido”. São da Pikitim essas palavras – as mais deliciosas com que poderíamos classificar o Museu das Artes e Ciências de Singapura. E nem os pinguins, jaguares, leões, zebras ou esquilos do esplendoroso Jardim Zoológico singapurense mereceram mais elogios.
Chegada a Singapura, cansada mas contente (apesar do jet lag) (Pikitim #04)
A deslocação durou quase 30 horas, desde que saímos de casa até nos instalarmos no hostel Mitraa Inn. Um percurso extenuante para adultos e crianças. Valeu o entusiasmo com a novidade e a vontade que sempre aparece para brincar e desenhar em qualquer canto. O mais difícil foi combater o jet lag. Mas já há ...
Como bola colorida entre as mãos de uma criança (Pikitim #03)
Chegou a hora da partida para a viagem à volta do mundo da família Pikitim - pai, mãe e uma criança quase a fazer cinco anos -, buscando experiências educativas, projectos de turismo sustentável e... felicidade. Durante um ano, da Tailândia às Filipinas, de Samoa a Vanuatu, da Nova Zelândia ao Canadá, das Fiji às ilhas Cook, da Indonésia à Costa Rica, não faltarão encontros com golfinhos e tartarugas, dormidas em casas nas árvores, na água ou com rodas, brincadeiras com miúdos dos quatro cantos do mundo e sensibilização para as questões da preservação ambiental. Uma inspiradora viagem em família contada na primeira pessoa por Luísa Pinto e Filipe Morato Gomes, que a FUGAS começa hoje a acompanhar.
O último dia na escola (Pikitim #02)
Ontem foi o primeiro dia do ano na escola. Para a Pikitim hoje já é, também, o último. Foi contente despedir-se dos amigos, consciente de que vai falar com eles muitas vezes, através do computador. E ficou claro, nestes dois últimos dias, que miúdos de quatro e cinco anos já sabem bem o que é ...
Em contagem decrescente para a volta ao mundo em família (Pikitim #01)
O calendário diz que faltam pouco mais de duas semanas para o início da grande viagem. O entusiasmo é grande e tomou conta de todos os membros da família da Pikitim. É hora dos preparativos finais, e já se sente o irresistível formigueiro no fundo da barriga. As rabanadas e a aletria até vão cair melhor.