Dia Mundial da Criança: na escola do mundo (#38)
A Pikitim tem crescido muito durante a viagem, e é hoje uma menina bem diferente daquela que partiu de Portugal em janeiro último. Está mais adulta, sem perder a ingenuidade própria da idade. Continua a fazer as fichas de trabalho curriculares, mas também absorve experiências e conhecimentos que uma sala de aula nunca lhe daria. Para ser perfeito, precisava apenas da companhia dos seus mais preciosos tesouros: os amigos.
Os corais estão mortos nas ilhas Gili (#37)
O que se passa nas Gili não é caso único. Em várias zonas do globo, os recifes de coral, base para riquíssimos ecossistemas marinhos, vão definhando. Mas, nas ilhas Gili, ao largo de Lombok, a situação chega a ser chocante. Os corais estão quase todos partidos, destruídos, mortos. Fazer snorkelling nas Gili é como participar num velório subaquático.
Gili Air, uma ilha com carroças e tartarugas (#36)
Estavam para ser apenas três dias, mas é tão fácil gostar de Gili Air, uma pequena ilha encravada entre Bali e Lombok, que foi difícil deixá-la dez dias depois. A Pikitim gostou de viver numa cabaninha “com telhado até ao chão”, numa ilha sem alcatrão e onde só há carroças e bicicletas. Ah, e claro, tartarugas, muitas!
Um alerta de tsunami visto por mãe e pai (#35)
11 de abril de 2012. Um violento sismo (mais um!) ocorre ao largo de Banda Aceh, na Indonésia, numa espécie de réplica atrasada do maremoto ocorrido em dezembro de 2004. Mais precavidas que então, as autoridades lançam um alerta de tsunami para evitar a repetição da tragédia. Este é o relato dessas horas de incerteza, vividas de forma distinta pela mãe (angustiada pela possibilidade da filha ver o que ela viu em 2004) e pelo pai (que, estando longe, se sentia impotente para ajudar a ter a sua família em segurança).
Ubud, a cidade das artes na ilha dos deuses (#34)
Dizem que Bali é a ilha dos deuses, e até não custa muito acreditar, de tal forma são omnipresentes e reverenciados. Tal como Ubud parece ser a cidade dos artistas inspirados, onde há artes para todos os gostos e até o saber viver parece ser uma disciplina muito apreciada. Foi lá que a Pikitim aprendeu a arte do batik e pintou o seu próprio sarong.
Um pequeno intervalo na itinerância (#33)
Foi há apenas três meses, a partida, e já tanta coisa aconteceu. Estamos “estacionados” em Bali e a Pikitim anda fascinada, consciente do privilégio que é viajar. O pai está neste momento longe - e isso é estranho. E eu sinto falta de estar mais próximo de familiares e amigos em momentos chave das suas vidas. É o pequeno preço a pagar pela maravilhosa experiência de palmilhar o mundo em família.
O dia do silêncio, em Bali (#32)
E se um dia fosse proibido correr, brincar, gritar, fazer barulho, conduzir, andar na rua ou, simplesmente, acender as luzes? Esse dia existe, e chama-se Niepy Day. A Pikitim achou-o “pouco interessante”, mas esforçou-se para cumprir as regras, pelo menos para “os senhores da ilha” pensarem que ela “também estava a pensar”. Sejam bem-vindos ao Dia do Silêncio, na ilha de Bali. Schiuuu!
Do vulcão Bromo para um aniversário em família… via Skype (#31)
Tínhamos prometido à Pikitim que iríamos tentar proporcionar-lhe um dia inesquecível no seu aniversário. Escolhemos o vulcão Bromo para a véspera, com uma paisagem arrebatadora onde a Pikitim conheceu novos amigos. E selecionámos um belo hotel com piscina para a mini-festa de aniversário, no dia seguinte, onde familiares e amigos pudessem entrar em contacto e cantar os parabéns à distância. A Pikitim disse, mais tarde, que esse foi o dia mais feliz da sua vida.
Explorando os templos de Prambanan e Borobudur (#30)
Um é o maior templo hindu da ilha de Java; o outro é uma dos mais importantes edificações budistas do planeta. A Pikitim explorou ambos - Prambanan e Borobudur - com o mesmo entusiasmo. E achou as histórias de Shiva e de Buda tão interessantes como as dos duendes sapateiros ou do príncipe com orelhas de burro.
Uma viagem no tempo nas aldeias de Borobudur (#29)
Andar de carroça, correr atrás de galinhas, brincar com os paus do caminho e dar de comer às cabras. A passagem da Pikitim por Borobudur, um lugar tão enigmático quanto envolvente, vai ficar ligada às coisas simples da vida numa aldeia de outros tempos. E aos dois novos amigos que a acolheram de braços abertos, Latif e Najwa - porque não é preciso falar a mesma língua para duas crianças se entenderem. Uma viagem no tempo… e um monumento surpreendente.
Em Yogyakarta, no palácio do sultão (#28)
A Pikitim espantou-se com a quantidade de mulheres e filhos que um sultão podia ter, viu homens de saia com facas nas costas, adorou pintar marionetas de pele usadas no teatro de sombras e acompanhou o pai na cozinha. Tudo isto nas redondezas do kraton de Yogyakarta, o velho centro de uma agradabilíssima cidade com história… e histórias para contar. E ainda andou de carroça.
Makeover, para a Orquestra Filarmónica da Malásia (#27)
Durante a estadia em Kuala Lumpur, decidimos assistir a um concerto da Orquestra Filarmónica da Malásia, na magnífica sala Dewan Filharmonik Petronas. Queríamos proporcionar uma nova experiência à Pikitim, mas havia um pequeno problema: não tínhamos roupa condizente com o dress code do espetáculo: smart casual.
Alimentação em viagem: há sempre leite, fruta e arroz com frango (#26)
Há leite com chocolate em qualquer canto do mundo. E há sempre um frango e uma tigela de arroz que garanta que uma criança se alimente – mesmo uma esquisita no palato como a Pikitim. Ao final de dois meses em viagem, engordou um quilo, cresceu e respira saúde. Não tem ainda coragem para se aventurar muito na gastronomia, mas fazer alguns ensaios já faz parte da diversão.
Kuala Lumpur, a cidade da Rapunzel (#25)
A capital da Malásia é uma metrópole cosmopolita, com arranha-céus, parques verdes, e centros de conhecimento, espaços dedicados à vida selvagem, museus e ofertas culturais, mega shopping centers junto a tradicionais recantos indianos, muçulmanos e chineses. Ou, noutra perspectiva, é a cidade onde se esconde a torre da Rapunzel.
Casuares e flamingos no Bird Park de Kuala Lumpur (#24)
A visita ao maior walk in aviary do mundo já estava na nossa lista de possibilidades, entre as atividades e atrações que poderíamos fazer em Kuala Lumpur. Depois da Pikitim ter recebido uma carta dos amiguinhos da escola a documentar a visita a um parque ornitológico, a nossa ida ao Bird Park tornou-se obrigatória. E valeu bem a pena. A Pikitim achou piada ao casuar, viu vários pavões com a cauda aberta e impressionou-se com a beleza dos flamingos.
O Nemo mora em Bacuit (#23)
As paisagens do arquipélago Bacuit inspiraram a Pikitim a improvisar uma música que tinha como refrão: “Que lugar incrível, este é um lugar incrível!”. E é mesmo. Dispõe das praias mais bonitas que já vimos nesta viagem e uma vida subaquática tão rica e variada, com infinitas espécies de corais e pequenos peixes multicolores, que tornam absolutamente inesquecíveis as horas passadas de snorkel e máscara na face. Para a Pikitim – qual cereja no topo do bolo -, foi o lugar onde finalmente encontrou o Nemo.
Amizades eternas, em El Nido (#22)
A Pikitim tem resistido a “fazer amigos” e a travar conversa com outras crianças que não falem a mesma língua, mesmo quando a levamos à toca do lobo, que é como quem diz à sala dos meninos da sua idade na escola primária de El Nido, às portas do fotogénico arquipélago Bacuit. Mas, por vezes, entrega-se de maneira surpreendente a companheiros de viagem que conhecemos na estrada, como a holandesa Astrid, de quem jura ficar “amiga para sempre”.
Rio subterrâneo de Puerto Princesa, um “lugar assustador” (#21)
A escuridão total e os milhares de morcegos deixaram a Pikitim de pé atrás. Mesmo assim, e apesar de ter preferido o azul alegre de Honda Bay, conseguiu deslumbrar-se com o cenáriodo rio subterrâneo de Palawan, uma das novas maravilhas naturais do mundo. “Foi mesmo a natureza que fez isto? Sozinha?”
Museu Pambata, da cadeia alimentar ao jogo das profissões (#20)
Os pais estavam longe de imaginar que a caótica e poluída Manila fosse palco da primeira experiência museológica verdadeiramente significativa da Pikitim. Mas foi. E correu tão bem que, por sua insistência, tiveram de voltar uma segunda vez ao magnífico Museu Pambata. Uma bela forma de começar a estadia nas Filipinas.
Quando a história ganha vida, em Manila (#19)
O herói nacional filipino, José Rizal, médico, poeta e escritor acabou transformado numa espécie de herói de banda desenhada, tal a quantidade de desenhos que a Pikitim lhe dedicou. Foi depois de ter participado numa atividade para crianças que a levou a mergulhar na história das Filipinas, a partir de uma visita guiada a Intramuros, o centro histórico da capital . A história ganhou vida, tal como prometia o tema da walking tour em que participou.
Um mês na estrada (#18)
Já passou um mês, 30 dias consecutivos na estrada, a viajar juntos, a dormir juntos, a comer, a brincar e a aprender, sempre juntos. Houve surpresas (já lhe caiu um dente de leite, e nós achávamos que tal só aconteceria lá para os seis anos), houve algumas angústias inesperadas (sobretudo quando ficou doente, e uma estomatite a impediu de comer durante mais de três dias), mas sobretudo tem havido partilha e felicidade, muita felicidade, pelas descobertas que vamos fazemos em conjunto. Se está a ser como o esperado? Está a ser melhor ainda.
Um carrossel de sabores num mercado noturno de Langkawi (#17)
Não faltam pasar malam por toda a região. O termo indica os populares night markets de Singapura, Malásia e Indonésia - os mercados noturnos onde locais e turistas se misturam para fazer compras e jantar na rua. Na ilha de Langkawi, Malásia, há night markets todos os dias da semana, em localizações diferentes. Fomos experimentar o de domingo, em Beras Terbakar, e viemos de lá deliciados.
Um pé de feijão em Langkawi (#16)
Não foi pelas praias espectaculares (que as tinha), nem pelas muitas actividades aquáticas (que abundavam) que Langkawi será recordado, mas pode dizer-se que foi onde a Pikitim chegou às nuvens. Em sentido literal e figurado. Com a ajuda de “um pé de feijão muito especial”, vimos a Pikitim delirar com um passeio de teleférico e, mais ainda, com a companhia de uma nova amiga portuguesa. Andou numa alegria que só visto, até descobrir a tristeza da despedida.
Koh Muk, a ilha das borboletas (#15)
Há lugares de onde custa sair. E Koh Muk (ou Koh Mook) é um deles. Tranquila, bonita, com gente acolhedora e muito boa onda, a ilha de Koh Muk é um desses lugares. Pequena, com apenas três praias e outros tantos resorts de expressiva dimensão, a ilha tem muitos refúgios de tranquilidade e qualquer coisa de especial. Para a Pikitim, tornou-se a “ilha das borboletas” e do amigo Lincoln.