Visitar Singapura | O que ver e fazer em 3 dias maravilhosos

Por Filipe Morato Gomes
Visitar Singapura
Marina Bay Sands, um dos ex-libris de Singapura

Se está a pensar visitar o Singapura, uma das mais fascinantes metrópoles asiáticas, chegou ao sítio certo. Seja como destino final ou como escala numa viagem mais longa para a Ásia ou a Oceânia, a cidade merece bem uma visita.

O aeroporto de Changi — ele próprio uma atração turística — é muitas vezes o primeiro contacto com a cidade. Mas é lá fora, nas ruas, que Singapura se revela verdadeiramente. E, ao contrário do que se possa penar, não falta o que ver e fazer em Singapura, pelo que 2 ou 3 dias nunca são suficientes para visitar tudo o que a cidade tem para oferecer.

O que ver em Singapura: arte urbana
Arte urbana em Singapura

Dito isto, encare então este roteiro para visitar Singapura como uma base para montar o seu próprio itinerário na cidade. Como sempre, prefiro indicar coisas para fazer em Singapura, sem ordem específica, para que cada viajante possa organizar as visitas ao seu gosto. Mas no final sugiro um hipotético roteiro, para ajudar a organizar as ideias. Vamos a isso.

Dica: se vai visitar Singapura, não se esqueça de fazer um bom seguro de viagem.

Singapura: breve introdução

Visitar Singapura: Marina Bay Sands
Vista da Marina Bay Sands

Singapura é uma das cidades mais densas, mais ricas e mais organizadas do mundo — e é também uma das mais difíceis de resumir. Com pouco mais de 700 quilómetros quadrados e cerca de 5,5 milhões de habitantes, esta cidade-estado no extremo sul da Península Malaia transformou-se, em poucas décadas, numa das economias mais competitivas do planeta.

A verdade é que muita gente acaba por regressar, e parte da resposta talvez esteja também na comida — que é extraordinária e acessível a qualquer bolsa nos hawker centres espalhados pela cidade. Mas Singapura faz algo mais difícil: combina a eficiência de uma metrópole moderna com a textura dos bairros, sua memória e identidade. A mistura de cheiros, línguas, arquiteturas e templos ao lado de arranha-céus não se parece com nenhum outro lugar.

Singapura
Singapura

De facto, o que torna Singapura verdadeiramente singular é a forma como convive com a sua própria complexidade cultural. A cidade é uma amálgama de comunidades — chinesas, malaias e indianas — que, ao longo de gerações, foram mantendo as suas próprias tradições, línguas, religiões e festividades. Não há uma cultura especificamente singapurense; há várias, a coexistir com uma naturalidade que dificilmente se encontra noutro lugar.

Por tudo isso, os bairros étnicos de Chinatown, Little India e Kampong Glam não são cenários turísticos. São comunidades vivas, com as suas próprias lógicas e ritmos. Visitar Singapura é, em grande medida, viajar por várias culturas ao mesmo tempo. Adoro!

O que fazer em Singapura? Roteiro com o que visitar

Waterfront Promenade e Marina Bay Sands

Waterfront Promenade, Singapura
Caminhando ao longo da Waterfront Promenade, Singapura

A Marina Bay Waterfront Promenade é um dos passeios mais agradáveis de Singapura. Com 3,5 km de extensão ao longo da baía, liga a pé as principais atrações da zona e é, ao mesmo tempo, um destino em si mesmo. Tanto para turistas como para os próprios singapurenses.

De dia, oferece uma vista sobre a skyline que já se tornou numa das imagens mais reconhecíveis da Ásia. De noite, a iluminação ao longo da margem transforma o passeio: uma linha de luz acompanha toda a orla da água, criando um ambiente contemplativo muito agradável. Um passeio imperdível quando tiver oportunidade de visitar Singapura.

Marina Bay Sands, um dos ex-libris de Singapura
Fim de tarde em Marina Bay Sands, Singapura

Chegando a Marina Bay Sands, encontrará aquela que é, provavelmente, a área urbana com o edifício mais fotografado de Singapura — e percebe-se porquê. As três torres ligadas por uma plataforma suspensa a 200 metros de altura definem a skyline da cidade. É inconfundível.

No topo fica a piscina infinita mais famosa do mundo, com vista sobre a baía e os arranha-céus ao fundo. Mesmo para quem não está hospedado no icónico Hotel Marina Bay Sands, de 5 estrelas, vale a pena subir ao Sands SkyPark Observation Deck para ter uma das melhores vistas panorâmicas de Singapura. Fica a dica.

Gardens by the Bay

A poucos passos do Marina Bay Sands, os Gardens by the Bay são uma das visitas mais surpreendentes de Singapura. Inaugurado em 2012, este jardim nacional estende-se por três zonas distintas ao longo da baía, com o Bay South como ponto central. É aqui que ficam as Supertrees — estruturas verticais entre 25 e 50 metros de altura cobertas de plantas, que de noite se iluminam num espetáculo gratuito de luz e som — e as duas estufas climatizadas que valeram ao jardim um lugar no Guinness World Records como maior estufa de vidro do mundo.

O Bay East oferece um ambiente mais tranquilo, com vistas sobre a skyline de Singapura e espaço para caminhar sem a azáfama do centro. No conjunto, os Gardens by the Bay receberam já mais de 100 milhões de visitantes e acumularam prémios internacionais de arquitetura, design e turismo. Mas o argumento mais simples é este: é um jardim extraordinário, no coração de uma das cidades mais densas do mundo — e gratuito. Eis as principais atrações de livre acesso.

Caso queira conhecer atrações não gratuitas como a Floresta de Nuvens e a Cúpula das Flores, Recomendo comprar ingresso oficial com antecedência através da GetYourGuide.

Supertree Grove

O que fazer em Singapura: visitar Gardens by the Bay
Vista noturna de Supertree Grove, a mais famosa atração dos Gardens by the Bay

No coração do Bay South, o Supertree Grove oferece uma das imagens mais surpreendentes de Singapura. São 12 supertrees, que se elevam até 50 metros acima do solo, o equivalente a um edifício de 16 andares. E cada uma delas é um verdadeiro jardim vertical vivo. Na verdade, consta que são mais de 162.000 plantas de 200 espécies diferentes — bromélias, orquídeas, fetos, trepadeiras tropicais — que cobrem a sua pele exterior como uma segunda natureza.

São imperdíveis para visitar durante o dia. Mas também à noite, quando os altifalantes do espetáculo Garden Rhapsody preenchem o espaço com música e as árvores se iluminam. Eu confesso que o espetáculo não é das minhas atrações de Singapura favoritas, mas vale a pena ver e ouvir para formar opinião.

Estátua Planeta

Planeta, do artista britânico Marc Quinn
Planeta, do artista britânico Marc Quinn

É daquelas obras que até se pode encontrar por acaso, mas que obriga a parar. Ainda no Gardens by the Bay encontra-se esta escultura monumental de Marc Quinn, que aparentemente representa o seu filho aos sete meses de idade.

Chama-se Planet, e é uma figura com quase 10 metros de comprimento que parece flutuar perto do solo, como se a gravidade não se lhe aplicasse. O próprio Quinn descreveu-a como um paradoxo — extremamente pesada, apesar do bronze parecer leve; e avassaladoramente grande, mas também uma imagem de vulnerabilidade.

Bayfront Pavilion

Singapura o que visitar: Bayfront Pavilion
A arquitetura modernista do Bayfront Pavilion, em Singapura

Ainda sem sair dos Gardens in the Bay, as surpresas continuam. O Bayfront Pavilion é uma daquelas estruturas que surpreendem antes de se perceber exatamente o que é. Nasceu como estrutura temporária para acolher a exposição The Future of Us, o evento central das celebrações do cinquentenário de Singapura em 2015, onde os singapurenses foram convidados a partilhar os seus sonhos para o país. A popularidade foi tanta que acabou por ficar — e em 2019 tornou-se permanente.

O pavilhão é o resultado de uma colaboração entre universidade, setor público e privado, desenvolvida no Laboratório de Arquitetura Avançada da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura. Os críticos de arquitetura sublinham a precisão quase poética com que a pele perfurada em treliça metálica do edifício filtra a luz de uma forma que recria a sensação de caminhar sob a copa de uma floresta tropical. Eu, apaixonado por artuitetura e design, adorei.

Tigre de Sumatra, por Bordalo II

O que ver em Singapura: Tigre de Sumatra, de Bordallo II
Tigre de Sumatra, de Bordallo II, no Gardens by the Bay, Singapura

É precisamente junto ao Bayfront Pavilion que se encontra uma escultura feita com lixo da autoria do artista português Bordallo II. Um tigre de Sumatra com sete metros de altura, construído inteiramente com materiais de desperdício. Pense em casas de banho portáteis, separadores de faixas de rodagem e resíduos industriais, por exemplo.

Artur Bordalo, conhecido internacionalmente como Bordalo II, é responsável por mais de 240 esculturas gigantes de animais em mais de 20 países, todas feitas de lixo recolhido e transformado. Mas esta é, segundo o próprio, a sua maior obra de upcycling na Ásia.

Visitar Singapura: Tigre de Sumatra, de Bordallo II
Tigre de Sumatra, de Bordallo II, no Gardens by the Bay, Singapura

A escolha do animal não é inocente. Com menos de 400 exemplares em estado selvagem, o tigre de Sumatra — a menor subespécie de tigres — está em perigo crítico de extinção, ameaçado pela perda de habitat e pela caça furtiva na ilha indonésia onde vive.

A escultura foi instalada em 2022 e estava prevista para uma exposição temporária de três anos. Mas a verdade é que continua lá — será que se tornou permanente?

Parque Merlion

O que fazer em Singapura: estátua Merlion
A estátua Merlion, com o Hotel Marina Bay Sands em pano de fundo

O Merlion — meio leão, meio peixe — é o símbolo mais reconhecível de Singapura e é, porventura, a mais famosa e fotografada estátua do país.

O parque que lhe é dedicado, junto ao Hotel Fullerton e com vista sobre Marina Bay, é uma visita quase obrigatória em qualquer roteiro para visitar Singapura. A estátua propriamente dita tem 8,6 metros de altura e jorra água pela boca em direção à baía, com a skyline de Singapura como pano de fundo.

A criatura não é antiga: foi inaugurada em 1972, criada pelo artesão local Lim Nang Seng. Mas a simbologia que carrega é muito anterior — a cabeça de leão evoca o nome da cidade, Singapura, que em sânscrito significa “cidade do leão”, e a cauda de peixe remete para Temasek, a aldeia piscatória que ali existia antes de tudo o resto.

Turistas a visitar Singapura
Turistas junto à estátua Merlion, Singapura

A título de curiosidade, dizer que a localização atual da estátua Merlion não foi sempre esta. Com a construção da Ponte Esplanade em 1997, a estátua original deixou de ser visível a partir da margem da baía, e em 2002 foi transferida para o atual parque.

Vale a pena aproveitar a atual localização, e prolongar a visita ao longo do rio Singapura — a pé ou de bumboat, a embarcação tradicional que ainda hoje percorre as águas da baía.

Distrito Cívico de Singapura

Distrito Cívico de Singapura
Vista do Distrito Cívico de Singapura, a partir de Boat Quay

O Distrito Cívico é o coração histórico de Singapura e abriga algumas atrações arquitetónicas que vale a pena conhecer. Num pequeno raio encontram-se o antigo Supremo Tribunal — hoje reconvertido na Galeria Nacional —, o Parlamento, a Catedral de Santo André com a sua beleza gótica, o Museu das Civilizações Asiáticas e o lendário Raffles Hotel, onde escritores e realeza deixaram histórias que ainda circulam.

Centro histórico de Singapura
Centro histórico de Singapura, conhecido como Distrito Cívico

Passear pelo Distrito Cívico é, em grande medida, percorrer a transformação de Singapura: de entreposto colonial britânico a Estado moderno e próspero. Os edifícios contam essa história sem precisar de legenda — a arquitetura colonial lado a lado com reconversões cuidadosas, como o Chijmes, antigo convento que é hoje um animado enclave gastronómico.

É o tipo de bairro onde se percebe, caminhando, como Singapura foi capaz de guardar a forma do passado e mudar o seu conteúdo. Modernizar-se sem pisar a história.

Estátua no centro histórico de Singapura
Estátua no centro histórico de Singapura

O Distrito Cívico é o coração histórico de Singapura mas, como é evidente, a cidade não se esgota aqui. Chinatown, Little India, Kampong Glam — cada bairro tem a sua própria lógica, os seus cheiros, as suas festividades e a sua memória, como explicarei adiante.

Essa coexistência entre comunidades distintas faz de Singapura um lugar único. O Distrito Cívico é onde tudo começou — e é por isso que continua a ser o melhor ponto de partida para quem quer perceber como esta cidade se tornou no que é hoje. Para mim, é fundamental em qualquer lista com o que fazer em Singapura.

Apreciar as esculturas ao longo do rio Singapura

Escultura First Generation, do artista singapurense Chong Fah Cheong
Escultura Primeira Geração, do artista singapurense Chong Fah Cheong

Quem caminhar pela margem do rio Singapura, entre o Fullerton Hotel e o Asian Civilisations Museum, vai encontrar um pequeno conjunto de esculturas em bronze que merece uma paragem.

Chamam-lhe muitas vezes Centro Interpretativo ao Ar Livre, mas o nome do projeto é mesmo People of the River (“Povo do Rio”), e foi um dos primeiros grandes projetos de arte pública de Singapura. Foi lançado no início dos anos 2000 pelo Singapore Tourism Board com um propósito simples: contar, através de estátuas em tamanho real, a vida de quem viveu e trabalhou junto ao rio, antes de este se tornar no símbolo financeiro e cosmopolita que é hoje.

Estavam previstas vinte peças, mas o conjunto que se tornou mais conhecido — e que ainda hoje se pode visitar — resume-se a quatro. Em frente ao Fullerton Hotel está porventura a mais bonita: cinco rapazes de bronze, suspensos no ar, a saltar para o rio. Chama-se First Generation, e é obra de Chong Fah Cheong, escultor singapurense autodidata que viria a receber, em 2014, o Cultural Medallion — a mais alta distinção artística do país. A peça foi inaugurada a 31 de dezembro de 2000, e foi a primeira do conjunto a ser instalada nas margens do rio.

Ponte Anderson

O que ver em Singapura: Ponte Anderson
Pormenor da Ponte Anderson, em Singapura

Não muito longe, ligando o Teatro Victoria ao Hotel Fullerton, atravessa-se uma das pontes mais bonitas e mais fotografadas da cidade. Falo da Ponte Anderson, inaugurada em 1910 com a função de aliviar o tráfego da vizinha Ponte Cavenagh, mais antiga e já insuficiente para o movimento crescente da cidade.

A ponte tem uma estrutura com arcos de aço construídos com materiais trazidos diretamente do Reino Unido, e um desenho de traço clássico inglês que hoje contrasta, de forma quase teatral, com os arranha-céus modernos que a rodeiam. Para quem gosta de arquitetura, recomendo vivamente.

Clarke Quay e Boat Quay

Clarke Quay Singapura
A animada zona de Clarke Quay, em Singapura

Ao longo do rio, Boat Quay e Clarke Quay são hoje os dois cais mais animados de Singapura, com paragem de cruzeiros turísticos e uma vida noturna que contrasta com o seu passado comercial.

Boat Quay foi, no século XIX, o centro febril do comércio marítimo da cidade, enquanto Clarke Quay via os tradicionais barcos tongkangs e twakows disputar espaço para descarregar mercadorias.

Hoje, ambos estão repletos de restaurantes, bares e lojas instalados em antigos armazéns e casas comerciais recuperadas. Vale sempre a pena passar por lá e espreitar o ambiente, embora convenha escolher com calma onde comer ou beber já que muitos dos espaços mais turísticos têm preços inflacionados. Fica o alerta, mas não deixe de os incluir no seu roteiro em Singapura.

Jardins Botânicos de Singapura

O que fazer em Singapura: visitar Jardins Botânicos
Jardins Botânicos de Singapura

Fundados em 1859, os Jardins Botânicos de Singapura desempenharam um papel decisivo na introdução de plantas de valor económico no Sudeste Asiático — a mais notável foi a seringueira, que lançou as bases do boom mundial da produção de borracha.

Hoje, esta área de 82 hectares, a menos de dez minutos a pé da zona comercial de Orchard Road, é simultaneamente um espaço de convívio para a comunidade local e um destino turístico incontornável. Isto além de continuar a funcionar como centro de investigação e conservação botânica de referência internacional.

Jardins Botânicos de Singapura
Pormenor de uma abricó-de-macaco

O jardim reúne mais de 10 mil espécies de plantas, incluindo uma das mais importantes coleções documentadas de palmeiras, orquídeas, cicas e gengibres da região, e preserva ainda um trecho de floresta primária e o lago ornamental mais antigo de Singapura, num traçado paisagístico do século XIX cuidadosamente mantido.

Jardins Botânicos: Singapura o que visitar
Torre do Relógio NOG nos Jardins Botânicos de Singapura

Em 2015, tornaram-se o primeiro e único jardim botânico tropical a integrar a Lista do Património Mundial da UNESCO — e o terceiro jardim botânico no mundo a receber essa distinção —, reconhecidos pelo papel pioneiro na investigação sobre a borracha e pela paisagem histórica que ainda hoje testemunha essa herança colonial britânica. Imperdível, especialmente em dias de bom tempo.

Dentro dos Jardins Botânicos de Singapura, que são gratuitos, fica o Jardim Nacional de Orquídeas, que requer ingresso. Pode comprar online com antecedência caso queira conhecer as mais de mil espécies de orquídeas.

Chinatown

Pintura mural numa rua de Chinatown, em Singapura
Pintura mural numa rua de Chinatown, em Singapura

Nascido sob o chamado Plano Raffles, o bairro Chinatown de Singapura era originalmente destinado aos migrantes chineses, transformando-se ao longo do tempo num centro de comércio, associações de clãs e instituições culturais. Aos poucos, foi-se tornando no bairro vibrante que hoje se conhece, reconhecido pelas ruas ladeadas de comércio, mercados tradicionais e inúmeros templos.

Vale a pena perder-se pela Pagoda Street, a mais antiga do bairro, pelos mercados de Smith Street e do Chinatown Complex. Ao fim da tarde, zonas como Club Street e Ann Siang Hill ganham vida com bares e restaurantes, enquanto os hawker centres — Amoy Street, Chinatown Complex ou Maxwell — continuam a ser o melhor sítio para comer bem e barato.

Chinatown é, ao mesmo tempo, património vivo e destino turístico assumido. E é precisamente nessa dicotomia que reside o interesse de Chinatown. Se procura o que fazer e gosta de passear nas ruas, é sem dúvida uma mais-valia no seu roteiro para visitar Singapura.

Templo da Relíquia do Dente de Buda

Templo da Relíquia do Dente de Buda
Oração no interior do Templo da Relíquia do Dente de Buda, Singapura

Na Telok Ayer Street, o Thian Hock Keng é o templo chinês mais antigo de Singapura. Foi erguido entre 1839 e 1842 pela comunidade Hokkien sobre um pequeno santuário anterior, onde os primeiros imigrantes chineses agradeciam a Mazu, deusa protetora dos marinheiros, por uma travessia segura desde a China.

Consta que foi construído sem um único prego, com materiais trazidos diretamente de Fujian, sendo hoje monumento nacional.

Na South Bridge Road, o Templo da Relíquia do Dente de Buda é também uma paragem obrigatória. Trata-se de um templo budista bem mais recente, inaugurado em 2007, cuja arquitetura evoca o estilo Tang, com uma fachada vermelha e dourada que se destaca imediatamente das shophouses que o rodeiam.

O templo alberga aquele que é apresentado como um dente relíquia de Buda, guardado num stupa dourado no quarto piso. Funciona também como museu, com exposições sobre a história do budismo na Ásia e um jardim tranquilo no terraço.

Templo Sri Mariamman

Visitar Singapura: Templo Sri Mariamman, em Chinatown
Pormenor do Templo Sri Mariamman, em Chinatown, Singapura

Também na South Bridge Road, o Sri Mariamman é o templo hindu mais antigo de Singapura e continua hoje em plena atividade. A sua arquitetura dravídica é um dos exemplos mais impressionantes do bairro, com a fachada coberta de divindades coloridas esculpidas em grande detalhe. No fundo, é mais uma prova da diversidade religiosa que sempre caracterizou o bairro Chinatown de Singapura.

Mural Samsui Lady with Cigarette

O que ver em Singapura: Mural Samsui Lady with Cigarette
Mural Samsui Lady with Cigarette

Pintado em 2024 pelo artista norte-americano Sean Dunston, radicado em Singapura desde 2009, o mural retrata uma jovem mulher Samsui — nome dado às trabalhadoras chinesas, vindas sobretudo da região de Sanshui, na província de Guangdong, que entre as décadas de 1920 e 1940 ajudaram a construir a Singapura moderna, fazendo trabalho pesado de construção civil e sendo facilmente identificáveis pelo icónico lenço vermelho na cabeça.

Na imagem, a jovem descansa a fumar um cigarro — uma pausa que era, de facto, um hábito comum entre estas trabalhadoras. O detalhe do cigarro, no entanto, gerou uma polémica pública prolongada: a Urban Redevelopment Authority (URA) chegou a exigir a remoção da imagem, alegando que normalizava o tabagismo e contrariava a política antitabaco de Singapura. Após meses de debate público, a URA e o Ministério da Saúde decidiram manter o mural sem alterações. A visitar, caso tenha interesse em arte urbana.

Little India

A par com Chinatown, Little India é outros dos bairros históricos mais icónicos de Singapura. E estas são as principais atrações turísticas que recomendo visitar.

Templo Sri Veeramakaliamman

O que fazer em Singapura: visitar Sri Veeramakaliamman
Interior do Templo Sri Veeramakaliamman, em Little India

Instalado no coração de Little India, o Sri Veeramakaliamman Temple é um dos templos mais antigos de Singapura. Foi erguido pelos primeiros pioneiros indianos que se fixaram na região e tornado, desde cedo, o centro da vida social e cultural da comunidade indiana em Serangoon.

A escolha da divindade principal — Kali, venerada como a poderosa Destruidora do Mal — não foi um acaso. Respondia à necessidade de segurança sentida por estes migrantes recém-chegados a uma terra estranha, muitos deles ligados ao comércio de gado e ao trabalho em fornos de cal, o que valeu ao templo a alcunha popular de “Soonambu Kambam Kovil” (o templo da aldeia da cal).

Ao longo do século XX, o templo foi crescendo por fases até à reconstrução iniciada em 1983, que lhe deu a fisionomia atual: uma torre-portão (gopuram) distintiva e oito cúpulas principais. Hoje em dia continua a ser um dos templos hindus mais visitados e ativos da cidade, testemunho vivo da história dos primeiros imigrantes indianos em Singapura.

Antiga casa de Tan Teng Niah

O que visitar em Singapura: casa de Tan Teng Niah
O colorido exterior da antiga casa de Tan Teng Niah, em Little India

Também no coração de Little India, a Casa de Tan Teng Niah é a última vivenda chinesa sobrevivente do bairro e é um vestígio revelador da história dos pequenos negócios chineses que, no início do século XX, funcionavam lado a lado com o comércio que definia a zona.

Foi construída em 1900 pelo empresário chinês Tan Teng Niah, dono de várias fábricas de doces de cana-de-açúcar ao longo da Serangoon Road. A casa, de oito divisões, distingue-se pelo pintu pagar ricamente esculpido — as tradicionais meias-portas malaias de batente — e por uma placa dourada sobre a entrada com a inscrição caligráfica “Siew Song” (“pinheiro elegante”, em mandarim), símbolo chinês de resistência e aspiração. Acredita-se que Tan Teng Niah tenha construído a casa para a mulher, e que a inscrição lhe fosse dedicada.

Para o meu gosto, é daquelas coisas que vale mesmo a pena visitar em Singapura.

Bairro Árabe de Singapura

Mesquita do Sultão, Singapura
Mesquita do Sultão, Singapura

Kampong Glam é o bairro árabe-malaio de Singapura, uma faixa estreita e densa de ruas entre o MRT Bugis e o canal de Kallang, demarcada como povoamento malaio já no plano urbano de Raffles, em 1822, e classificada como distrito histórico desde 1989.

O seu marco dominante é a Sultan Mosque, na North Bridge Road — uma cúpula dourada visível a vários quarteirões de distância, reconstruída entre 1924 e 1932 segundo o projeto do arquiteto Denis Santry, e um dos edifícios islâmicos mais importantes do país.

Arab Quarter, Singapura
Rua Bussorah, no bairro Árabe de Singapura

A entrada é gratuita para visitantes fora dos horários de oração, e vale a pena procurar um pormenor pouco divulgado: a base da cúpula é feita com milhares de fundos de garrafa de vidro, doados pela própria comunidade quando os fundos escassearam durante a construção.

A sul da mesquita, a Bussorah Street — larga, pedonal, ladeada de fontes e restaurantes do Médio Oriente — é um dos passeios mais agradáveis do centro da cidade, sobretudo ao final da tarde.

Rua Haji

Visitar Singapura: Haji Lane
Mural em Haji Lane

Já a vizinha Haji Lane, com as suas shophouses pintadas em tons pastel e os seus murais, tornou-se a imagem mais partilhada do bairro, mas enche rapidamente nas manhãs de fim de semana; vale mais a pena visitá-la a meio da semana ou ao final do dia.

Entre as duas ruas, na zona da Baghdad Street, sobrevive ainda um pequeno reduto de perfumistas tradicionais, como a centenária Jamal Kazura Aromatics — uma compra de nicho, mas genuína, num bairro onde o antigo e o recém-descoberto convivem lado a lado.

St. Joseph’s Church (Victoria Street)

O que fazer em Singapura: visitar Igreja São José
Igreja São José

Na Victoria Street ergue-se uma das igrejas mais singulares de Singapura pela sua origem: St Joseph’s Church nasceu como missão portuguesa, ligada à obra evangelizadora de São Francisco Xavier no Oriente, enviado por Santo Inácio e pelo rei de Portugal.

O edifício neogótico que hoje se visita é já a segunda construção — erguido ao longo de pouco mais de cinco anos e inaugurado em 1912. Foi apenas em 1999 que a igreja encerrou formalmente a sua missão como igreja portuguesa, passando a integrar plenamente a Arquidiocese de Singapura, com reitores nomeados diretamente pelo arcebispo.

Escudo português
Pormenor na entrada da Igreja São José

Mas, como é natural, o rasto da herança lusa permanece na sua identidade e na sua arquitetura. Trata-se de um testemunho discreto, mas raro, da presença portuguesa na história religiosa do Sudeste Asiático.

Old Hill Street Police Station

Old Hill Street Police Station Singapura
Pormenor do histórico edifício Old Hill Street Police Station

Erguido em 1934 no local onde antes funcionavam as Assembly Rooms — um espaço de teatro, escola e eventos públicos ativo entre 1845 e 1856 —, o Old Hill Street Police Station foi na altura o maior edifício governamental de Singapura, considerado um autêntico “arranha-céus” moderno para os padrões da época.

Construído para albergar a esquadra e os aquartelamentos da polícia de Hill Street, mas é sobretudo conhecido hoje pela sua fachada inconfundível. As suas mais de 900 janelas estão pintadas em todas as cores do arco-íris, mantendo a mesma intensidade cromática nos primeiros andares e intensificando-se gradualmente nos dois últimos, para acentuar as varandas que caracterizam a arquitetura do edifício. Fica a referência, para incluir no seu roteiro.

Fort Canning Tree Tunnel

Lugares instagramáveis em Singapura: Fort Canning Tree Tunnel
Turista posando no Fort Canning Tree Tunnel, Singapura

Se tem um fraquinho por lugares instagramáveis, anote este nome: Fort Canning Tree Tunnel. Mas não se admire se lá encontrar uma fila de pessoas para tirar uma foto. Nem sei bem porque estou a incluir na lista com o que fazer em Singapura.

Apesar do nome, não é bem um túnel — é uma passagem pedonal subterrânea junto ao Fort Canning Tunnel que desemboca numa escadaria em espiral, encaixada entre paredes de pedra e coberta por uma copa de árvores. É de lá, olhando para cima a partir da base da escadaria, que sai a fotografia circular que provavelmente já viu tantas vezes nas redes sociais.

Pela minha parte dispensava os influencers, mas o lugar é mesmo fotogénico.

Comer nos mercados de comida de rua (hawker centers)

Onde comer em Singapura: mercado Lau Pa Sat
Interior do mercado Lau Pa Sat

Se há uma coisa que não deve dispensar quando visitar Singapura é sentar-se numa mesa de plástico, com uma bandeja de metal à frente, num daqueles enormes salões abertos onde dezenas de pequenas bancas competem por clientes. São os chamados hawker centres — ou, numa tradução mais próxima do que realmente são, mercados de comida de rua de Singapura.

Nasceram nos anos 1960 e 1970, quando o governo decidiu reunir os vendedores ambulantes que até então cozinhavam nas ruas e becos da cidade, dando-lhes um espaço fixo, com condições de higiene, mas mantendo intacta a essência do que faziam: comida rápida, barata e absolutamente deliciosa.

Em 2020, esta cultura foi mesmo reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Não pelos edifícios em si, mas pela tradição viva que representam. São gerações de vendedores a passar receitas de família, e um verdadeiro cruzamento de cozinha chinesa, malaia, indiana e outras — tudo à mesma mesa.

Mercado Lau Pa Sat, Singapura
Banca de espetadas na A chamada Satay Street, junto ao mercado Lau Pa Sat

A experiência é também social. Nos hawker centres não há separação por classes ou origens — banqueiros do distrito financeiro sentam-se ao lado de reformados e turistas, todos a partilhar mesas comunitárias. É, já disse mais de um responsável político local, um dos poucos lugares de Singapura onde a cidade inteira genuinamente se mistura.

Eis alguns dos melhores hawker centres de Singapura:

  • Maxwell Food Centre. Mesmo ao lado de Chinatown, é um dos hawker centres mais queridos pelos locais, especialmente por quem trabalha no distrito financeiro (CBD) e ali vai almoçar todos os dias. Um clássico, sem pretensões, e um bom ponto de partida para experimentar este tipo de comida pela primeira vez.
  • Amoy Street Food Centre. Grande, distribuído por dois pisos, com uma banca de nasi padang particularmente boa (onde se escolhem os acompanhamentos para o arroz), excelentes curry puffs (pastéis recheados de caril) e uma banca de ramen com reconhecimento Michelin.
  • Lau Pa Sat. Um dos mercados mais antigos de Singapura, com origem em 1825, instalado num belíssimo pavilhão octogonal de ferro fundido vitoriano, no coração do distrito financeiro. À noite, a Boon Tat Street ali ao lado fecha ao trânsito e transforma-se na chamada Satay Street, com dezenas de bancas de satay a grelhar ao ar livre — uma experiência por si só.
  • Tekka Centre. Em Little India, é dominado por sabores indianos: murtabak, roti prata, arroz biryani. Um bom contraponto aos sabores chineses e malaios dos outros mercados, e uma forma saborosa de complementar o retrato culinário da cidade.

Explorar o Aeroporto Changi de Singapura

Aeroporto Changi de Singapura
Aeroporto Changi de Singapura

Pode parecer uma sugestão estranha para esta compilação com o que fazer em Singapura, mas a verdade é que o aeroporto Changi é, em si mesmo, uma verdadeira atração turística.

Eleito melhor aeroporto do mundo pela 14ª vez em 2026 — nos Skytrax World Airport Awards, que também lhe atribuíram os títulos de melhor gastronomia aeroportuária e melhor serviço de imigração do mundo —, o Aeroporto Internacional de Singapura há muito que deixou de ser apenas um local de passagem para se tornar um destino por direito próprio, tão bem pensado que muitos viajantes chegam de propósito com horas de antecedência só para o explorar.

Entre as principais atrações para um longo layover ou uma ida antecipada para o aeroporto encontram-se o Jewel Changi Airport, o complexo em forma de anel de vidro que liga os terminais e alberga o Rain Vortex — uma cascata interior com 40 metros de altura, rodeada pelo Shiseido Forest Valley, uma floresta interior em terraços com mais de 2.000 árvores e arbustos.

Mas também o Canopy Park, no topo do Jewel, com uma rede suspensa (Canopy Bridge), espelhos de ilusão, um labirinto e até uma piscina de bolhas de sabão; os jardins temáticos espalhados pelos vários terminais — o Jardim das Borboletas (com mais de mil borboletas vivas), o Jardim dos Catos, o Jardim das Orquídeas e o Sunflower Garden; e, para quem tem mesmo tempo de sobra, uma sala de cinema gratuita, uma piscina e jacuzzi no rooftop do Terminal 1 e escorregas gigantes espalhados por vários pisos. Tudo isto sem sair do perímetro do aeroporto e sem custos de entrada na maior parte dos casos (é preciso bilhete de entrada para o Canopy Park).

Dica Alma de Viajante. Algumas companhias aéreas providenciam early check-in para que possa desfrutar do aeroporto Changi. Veja a lista completa no site oficial do aeroporto e, se regressar de Singapura numa delas e o horário fizer sentido, aproveite e vá mais cedo para o aeroporto.

Outras coisas a visitar em Singapura

Centro comercial de Singapura
Pormenor de uma loja num centro comercial de Singapura

Em apenas 3 dias não é possível conhecer tudo o que Singapura tem para oferecer, pelo que deixo aqui mais algumas coisas a visitar em Singapura para o caso de ter mais tempo — ou decidir trocar alguma das sugestões por estas atividades.

Roteiro para visitar Singapura em 1, 2 ou 3 dias

Roteiro Singapura: Museu ArtScience
À esquerda, o icónico edifício do Museu ArtScience de Singapura

Singapura é uma cidade que precisa de tempo para ser explorada e talvez não cheguem 5 ou 7 dias para conhecer todos os pontos de interesse com alguma calma, fazer caminhadas e explorar todos os bairros. Mas com 3 dias completos já fica com uma ideia muitíssimo boa dos principais atrativos da cidade.

Eis um possível roteiro para visitar Singapura em 3 dias de viagem.

Dia 1 — Roteiro para visitar Singapura: Gardens by the Bay, e Marina Bay Sands

Porventura não é mal pensado começar pelo lado mais moderno e futurista de Singapura, em torno da icónica Marina Bay Sands.

Explore com calma todo o Gardens by the Bay, onde, para além das super-árvores e restantes atrações acima referidas (algumas a pagar!), não deixe de conhecer o Bayfront Pavilion, a estátua Planeta de Marc Quinn e, não menos importante, a obra Tigre de Sumatra do português Bordalo II — indispensáveis em qualquer lista com que fazer em Singapura.

A zona de Marina Bay Sands propriamente dita fica a dois passos. Provavelmente vai demorar-se mais do que imaginava, porque os apelos visuais são imensos. Para além das margens da baía, do shopping e do hotel mais famoso de Singapura, há as vistas panorâmicas do Sands SkyPark Observation Deck e, tendo tempo e interesse, uma visita ao Museu ArtScience.

Continuando a percorrer a chamada Waterfront Promenade encontrará, já do outro lado da Ponte do Jubileu, a famosa estátua de Merlion; antes de seguir para o chamado Civic District, ponto central da criação de Singapura. Não se esqueça de passar diante do edifício da Old Hill Street Police Station.

Mais para o início da noite do primeiro dia deste roteiro para visitar Singapura, aproveite para desfrutar do ambiente efervescente de Clarke Quay e Boat Quay.

Dia 2 — Roteiro para visitar Singapura: bairros históricos

Dia dedicado aos bairros históricos de Singapura. Deixe-se perder pelas ruas, templos e mercados gastronómicos de Chinatown, Little India (antiga casa de Tan Teng Niah, Templo Sri Veeramakaliamman…) e Arab Quarter (Mesquita do Sultão, Rua Bussorah, Rua Haji…), incluindo os seus murais de arte urbana. Faça tudo ao seu ritmo e sem pressas, mas com a noção de que há muito para ver.

Dia 3 — Roteiro para visitar Singapura: natureza

Quando ao terceiro e último dia deste roteiro para visitar Singapura, Sugiro dedicar a manhã a visitar os tranquilos Jardins Botânicos de Singapura (UNESCO), aproveitando a proximidade geográfica para um vislumbre da fotogénica escadaria em espiral junto ao Fort Canning Tunnel.

Depois disso, nada melhor do que fazer uma caminhada para conhecer o outro lado de Singapura. Recomendo os belíssimos passadiços MacRitchie Reservoir Boardwalk ou um passeio a pé pelo chamado Southern Ridges Walk.

Alternativamente, muita gente gosta de visitar a ilha Sentosa, mas pessoalmente já fui uma vez e dispenso bem.

Seja à ida ou no regresso, deixe algum tempo para conhecer o aeroporto Changi. Acredite que vale a pena.

Singapura: mapa das principais atrações

Se procura o que visitar em Singapura, é sempre útil visualizar a localização exata dos lugares referenciados no artigo. Como seria de esperar, não falta o que ver e fazer em Singapura para preencher um roteiro de vários dias na cidade-nação.

Dicas para visitar Singapura

Qual a melhor época para visitar Singapura?

Singapura tem um clima tropical, com temperaturas relativamente elevadas durante todo o ano (24ºC a 32ºC) — pelo que, em teoria, é possível visitar Singapura durante todo o ano. Mas há algumas nuances importantes.

Em termos genéricos, a melhor altura para visitar Singapura é de fevereiro a abril, quando a cidade desfruta do clima mais seco e temperaturas agradáveis ​​(antes da chegada do calor intenso dos meses seguintes). Os menores índices de pluviosidade, a humidade suportável e o céu limpo tornam-na na época ideal para atividades ao ar livre, incluindo passear pelos Jardins Botânicos e nos Gardens by the Bay, percorrer o MacRitchie Reservoir Boardwalk ou visitar a Ilha de Sentosa.

Em sentido inverso, a estação das chuvas ocorre de setembro a janeiro, com dezembro a ser, geralmente, o mês mais chuvoso. Nos meses de transição, nomeadamente outubro e novembro, é natural que encontre menos turistas e atrações mais tranquilas, mas a chuva é imprevisível. Já em dezembro e janeiro, e apesar de ser ótimo para apreciar as iluminações da época e as celebrações de fim de ano, é de esperar um clima mais chuvoso por conta do pico das monções.

Paradoxalmente, porventura por conta das férias europeias e norte-americanas, a época alta de Singapura vai de junho a agosto. Pode, por isso, encontrar a cidade lotada nessa época, apesar do clima menos favorável.

Vistos para Singapura

Atualmente, os cidadãos portugueses não precisam de pedir visto para visitar Singapura em turismo (estadias até 90 dias). As autoridades solicitam apenas que preencha o Singapore Arrival Card (SGAC) no site oficial, nos três dias anteriores à viagem (não dá para fazer antes). Dito isto, caso não tenha preenchido antecipadamente, vi que é possível fazê-lo à chegada ao aeroporto Changi, imediatamente antes da imigração. O passaporte deve ter validade mínima de seis meses.

No caso dos cidadãos brasileiros, o procedimento é o mesmo, pese embora a estadia máxima permitida é de 30 dias. Além disso, podem solicitar comprovativo de vacinação contra febre amarela e passagem de volta.

Como chegar a Singapura?

Não há voos diretos nem de Portugal nem do Brasil para Singapura, mas a maioria das grandes companhias aéreas mundiais voa para lá. É o caso da Emirates, da Lufthansa, da Qatar Airways e da Turkish Arlines, para além, naturalmente, da Singapore Airlines.

Eu voei do Porto para Singapura com a Turkish Airlines, fazendo escala em Istambul.

Pesquisar voos para Singapura

Como ir do aeroporto até ao centro de Singapura?

À chegada, recomendo comprar o Singapore Tourist Pass de 1, 2, 3, 4 ou 5 dias, que permite viagens ilimitadas nos transportes coletivos de Singapura. É uma espécie de EZ-Link para turistas.

Singapore Tourist Pass

O Singapore Tourist Pass vende-se num guichet específico e em máquinas automáticas na estação MRT do aeroporto (se não encontrar, peça ajuda aos funcionários que são muito solícitos). Também é possível comprar online mas, não sendo digital, não creio que faça sentido — é preciso recolher o cartão no aeroporto,

Note que os dias são contados até à meia-noite, não em períodos de 24 horas a partir da primeira utilização — o que é excelente.

Curiosidade: uma das funcionárias na estação de comboios do aeroporto, depois de me ajudar dando as indicações que eu solicitei, mostrou-me um QR Code e perguntou se podia deixar uma review ao seu trabalho.

Como se deslocar em Singapura?

O sistema de transportes públicos de Singapura é super eficiente. Assim sendo, para além de andar a pé, não me coibi de usar metros e autocarros e com isso poupar muitos quilómetros às pernas. Até porque tinha comprado o The Singapore Tourist Pass e, por isso, as viagens nos transportes coletivos de Singapura estavam incluídas.

Nos transportes de Singapura é preciso validar o passe à entrada e à saída. O Google Maps ajuda bastante a saber que transportes apanhar.

Onde ficar em Singapura

Antes de mais, recomendo a leitura do artigo sobre onde ficar em Singapura, onde elenco as melhores regiões da cidade para montar a sua base. E, claro, sugiro alguns dos melhores hotéis de Singapura em termos de custo / benefício.

Em resumo, se não tem tempo para ler o artigo até ao fim, saiba que o AMOY by Far East Hospitality, de 4 estrelas, é o meu hotel favorito em Singapura. Fica em Chinatown. De resto, encontra muitas opções para todos os gostos e orçamentos a partir do link abaixo.

Procurar hotéis em Singapura

Onde comer barato em Singapura

Singapura é um destino caro, pelo que a melhor forma de comer bem e barato é visitando os chamados hawker centers. Na prática, são mercados de comidas muito simples mas com vasta oferta gastronómica e preços aceitáveis. Veja acima as minhas sugestões.

Seguro de viagem

A IATI Seguros tem um excelente seguro de viagem, que cobre COVID-19, não tem limite de idade e permite seguros multiviagem (incluindo viagens de longa duração) para qualquer destino do mundo. Para mim, são atualmente os melhores e mais completos seguros de viagem do mercado. Eu recomendo o IATI Estrela, que é o seguro que costumo fazer nas minhas viagens.

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Outros roteiros de cidades asiáticas

Se está a pensar visitar Singapura, talvez tenha interesse em saber um pouco mais sobre o que ver e fazer noutras cidades da Ásia.

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Filipe Morato Gomes

Filipe Morato Gomes

Autor do blog de viagens Alma de Viajante e fundador da ABVP - Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, já deu duas voltas ao mundo - uma das quais em família -, fez centenas de viagens independentes e tem, por tudo isso, muita experiência de viagem acumulada. Gosta de pessoas, vinho tinto e açaí.

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