Visitar Zurique: o que fazer num roteiro de 1, 2 e 3 dias

Por Filipe Morato Gomes
O que fazer em Zurique, Suíça
Vista do centro de Zurique, Suíça

Se está a pensar visitar Zurique, na Suíça, só tenho de elogiar a decisão. Não é um destino barato e isso afasta muitos turistas, mas a verdade é que não falta o que fazer em Zurique em 1, 2 ou 3 dias. Ou mais, se tiver tempo.

Estará numa acolhedora metrópole no coração do velho continente, cercada por água e natureza, lagos e montanhas mas onde abunda património histórico. Muitos atributos diferentes, torna-se muito difícil não ficar encantado com uma cidade como Zurique. Estou certo de que encontrará experiências variadas e estimulantes, incluindo museus de grande qualidade.

Roteiro
Zurique espraia-se ao longo do rio Limmat

Assim, assumindo que vai visitar a capital da Suíça e procura o que visitar em Zurique para montar o seu roteiro, vou então ajudá-lo a decidir o que ver e fazer para aproveitar bem a viagem. Vamos a isso.

Dica: se vai visitar Zurique, não se esqueça de fazer um bom seguro de viagem.

Zurique: breve introdução

A capital da Suíça ergue-se mais de 400 metros acima do nível do mar, na extremidade norte do Lago de Zurique, e está envolvida por colinas arborizadas que lhe proporcionam uma envolvência de grande beleza. Um cenário quase cinematográfico, por assim dizer, que não deixa indiferente quem a visita. É linda.

Zurique o que visitar
Casario no centro de Zurique

O centro histórico espalha-se pelas duas margens do rio Limmat, que nasce na foz do lago e atravessa a cidade num percurso belo e sereno. A orografia e a geografia explicam essa beleza, ao passo que o cuidado no espaço público e a prosperidade da sociedade suíça ajudam a explicar o resto.

Independente da razão da sua viagem, certo é que poderá desenhar dias muito bem passados nesta cidade. Como disse, encare então este roteiro para visitar Zurique como uma base para montar o seu próprio itinerário de 1, 2 ou 3 dias (ou mais!). Vamos a isso.

O que fazer em Zurique? Roteiro com o que visitar

Passear pelo centro histórico de Zurique

Centro histórico de Zurique, Suíça
Ruela no centro histórico de Zurique

A Cidade Velha de Zurique estende-se entre a Estação Central e a Bürkliplatz, e está dividida pelo rio Limmat em duas margens distintas. A esquerda, onde fica o Lindenhof e o seu bonito miradouro; e a direita, o Niederdorf, uma das zonas mais animadas da cidade. Percorrê-la a pé é a melhor forma de a descobrir. As ruas de paralelepípedos conduzem a praças históricas, as típicas casas de guildas e cafés para desacelerar. Niederdorf é livre de carros e facilmente acessível a partir da estação central, o que torna qualquer caminhada ainda mais descontraída.

Rio Limmat, Zurique
Rio Limmat, no coração de Zurique

O rio Limmat é quase omnipresente, mas não é apenas uma fronteira geográfica entre as duas margens da Cidade Velha. O curso do rio funciona como um fio condutor dde qualquer visitar a Zurique. Acompanhá-lo a pé permite perceber como a cidade cresceu em torno da água, com igrejas, pontes e fachadas antigas a enquadrar o rio de ambos os lados.

Roteiro para visitar Zurique
Aproveitando um dia de sol no centro de Zurique

De resto, quando visitar Zurique e se deixar perder no seu centro histórico será impossível não se cruzar com a Bahnhofstrasse, tida como uma das ruas mais caras do mundo. Percebe-se porquê: em pouco mais de um quilómetro, as montras acumulam relógios, joias e marcas que nos cansamos de ver nas publicidades. Não é a minha onda, mas conhecê-la faz parte do roteiro.

Não digo que a Bahnhofstrasse não mereça uma espreitadela, o que digo é que a versão de Zurique de que mais gostei foi outra. A da margem do rio, com o sol na cara e a sensação de que o tempo, ali, corre de forma diferente.

Museu Kunsthaus Zurique

Museu Kunsthaus, Zurique o que visitar
Exposições no Museu Kunsthaus Zurique

O Kunsthaus — a Casa da Arte de Zurique — é um dos grandes museus suíços e uma visita incontornável para quem se interessa por arte. Fundado em 1787, reúne uma coleção que vai dos antigos mestres ao século XX, passando pela pintura holandesa e flamenga, pelo barroco italiano e pela pintura suíça. Mas é a sala dedicada a Alberto Giacometti que mais capta a atenção dos visitantes — pelo menos a minha.

Obras do suíço Giacometti no Museu Kunsthaus Zurique
Obras do suíço Giacometti no Museu Kunsthaus Zurique

O escultor, nascido em 1901 numa pequena aldeia suíça, deixou uma obra profundamente marcada pelo existencialismo — figuras humanas alongadas, quase fantasmagóricas, que parecem debater-se entre a presença e o desaparecimento.

Ora, o Museu Kunsthaus guarda a maior coleção de obras de Giacometti do planeta. Quem conhece L’Homme qui marche — a escultura que chegou a ser a mais cara do mundo, leiloada em 2010 por mais de 74 milhões de euros — percebe porque é que essa figura em movimento continua a ser tão perturbadora.

A escultura é frequentemente exibida em Kunsthaus, mas se porventura não estiver exposta em Zurique não se preocupe: há muitas outras obras de Giacometti maravilhosas para apreciar no Kunsthaus.

Visitar a catedral protestante Grossmünster (e subir à torre)

O que fazer em Zurique: visitar catedral Grossmünster
Interior da catedral Grossmünster, Zurique

As duas torres do Grossmünster são o símbolo mais reconhecível de Zurique. A igreja, de estilo românico, é uma das mais antigas da cidade — a cripta data dos séculos XI e XIII — e marca a paisagem da Cidade Velha. As torres que hoje se vêem foram erguidas entre 1487 e 1492, mas os topos neo-góticos são mais recentes: os originais, em madeira, arderam num incêndio em 1763. Richard Wagner, que viveu em Zurique, não lhes poupou críticas — comparou-as a dois pimenteiros. A ironia ficou para a história…

Por dentro, a experiência é mais serena do que a imponência exterior deixa adivinhar. O portal esculpido, as colunas medievais e as janelas de vitral do artista suíço Augusto Giacometti, instaladas em 1932, filtram a luz de forma que transforma o interior da igreja. As portas de bronze dos portais norte e sul, obra de Otto Münch, completam uma visita que é tanto artística e histórica.

Torre da Catedral Grossmünster Zurique
Vista a partir da torre da Catedral Grossmünster, Zurique

Para quem quiser ir mais longe no seu roteiro para visitar Zurique, a subida à Karlsturm vale o esforço. São mais de 187 degraus — estreitos e íngremes, aviso já! — até à plataforma de observação. Mas, lá em cima, a recompensa é uma vista que se estende sobre os telhados da Cidade Velha, o rio Limmat e, em dias limpos, até aos Alpes.

A torre tem entrada paga, mas quem tiver o Zurich Card entra gratuitamente. Devo no entanto advertir que, quando a visitei, a torre estava em obras e, por isso, a vista estava obstruída pelos andaimes (como se vê na foto acima).

Museu da Casa do Chocolate Lindt

O que fazer em Zurique: visitar Museu da Casa do Chocolate Lindt
A famosa fonte de chocolate no Museu Lindt, Zurique

A visita ao Lindt Home of Chocolate, em Kilchberg, nos arredores de Zurique, é uma boa forma de perceber porque é que o chocolate suíço tem a reputação que tem. Por trás do museu está a Lindt Chocolate Competence Foundation, fundada em 2013 com um propósito claro: preservar e promover a excelência chocolateira suíça. Não se trata apenas de nostalgia — a fundação investe em ciência, investigação e educação para “garantir que o conhecimento e o saber-fazer se mantenham no topo”.

O Lindt Home of Chocolate é o rosto público desse compromisso, e inclui ainda a maior loja Lindt do mundo, com 500 metros quadrados, e uma fonte de chocolate que é uma atração em si mesma.

Museu da Casa do Chocolate Lindt, Zurique
Museu da Casa do Chocolate Lindt, Zurique

Na área expositiva, o museu multimédia leva o visitante desde as origens do cacau até à chegada do chocolate à Europa e aos pioneiros suíços que transformaram esta indústria. Pelo caminho, há experiências sensoriais e a possibilidade de acompanhar o processo de fabrico nas instalações modernas do centro.

No final, o visitante pode provar diferentes chocolates da Lindt de forma ilimitada, estando pedaços de chocolate continuamente a “sair”cais” das máquinas. Foi, para mim, uma surpresa perceber a possibilidade de fazer uma prova de chocolates desta natureza — e posso garantir que provei mesmo bem os chocolates! Tudo somado, visitar o Museu da Casa do Chocolate Lindt tem de constar da sua lista com o que fazer em Zurique. Seja com crianças ou só adultos!

Onde comprar os ingressos. Caso não tenha o Zurich Card, recomendo comprar ingresso para o Museu da Casa do Chocolate Lindt na GetYourGuide para evitar as filas e porque pode cancelar gratuitamente até 24 horas antes caso mude de ideias.

Museu Nacional Suíço (Landesmuseum Zürich)

Museu Nacional Suíço, em Zurique
Contraste entre arquitetura de diferentes épocas do Museu Nacional

O Museu Nacional Suíço fica mesmo ao lado da estação central, e é praticamente impossível não reparar no edifício. O palácio, inaugurado em 1898, recebeu recentemente uma ala contemporânea que cria um belo contraste entre o peso da pedra antiga e a leveza da arquitetura moderna. Vale a pena apreciar de fora e também entrar — mesmo que somente para sentir como os dois tempos do edifício dialogam.

Museu Nacional Suíço
Museu Nacional Suíço, em Zurique

As exposições, essas, percorrem 550 anos de história suíça, desde achados arqueológicos da pré-história até à Suíça contemporânea. Há secções dedicadas à arqueologia, à história de Zurique, às ideias que moldaram a identidade suíça e até uma área pensada para crianças. Eu diria que é um museu para quem gosta de história com profundidade.

Zurique o que visitar: Museu Nacional
Museu Nacional Suíço, em Zurique

Se for esse o seu caso, vai encontrar muito por onde ficar. Mas quem preferir a experiência arquitectónica também sai satisfeito, ainda que por razões diferentes. Eu, confesso, fui mais pelo edifício.

Fonte Stüssibrunnen

Com mais de 1.200 fontes espalhadas por ruas e praças, diz-se que Zurique é uma das cidades do mundo com maior número de fontes. Na verdade, ao passear por Zurique facilmente se percebe a presença de locais de abastecimento de água potável fresca e de qualidade em fontes mais ou menos elaboradas.

Uma das fontes mais fotografadas de Zurique, no Stüssihofstatt. É um memorial construído em homenagem ao antigo presidente da Câmara Rudolf Stüssi, morto em batalha não muito longe dali.

Fica a sugetsão: durante o seu roteiro em Zurique esteja atento a este pormenor da cidade: as suas inúmeras fontes.

Passear nas margens do Lago Zurique

Lago Zurique
Lago Zurique

O Lago de Zurique estende-se a sul da cidade, rodeado de pequenas localidades e com os Alpes ao fundo. A melhor forma de o descobrir é de barco.

A Companhia de Navegação do Lago oferece cruzeiros diários durante todo o ano, com durações entre hora e meia e quatro horas, percorrendo o lago e o rio Limmat. Quem tiver mais tempo pode optar pelo tour completo — sete horas de viagem com paragens nas localidades às margens —, uma forma tranquila de conhecer o lado mais quieto e autêntico desta região da Suíça.

Parque Arboreto de Zurique
Fim de semana no Parque Arboreto de Zurique

Mas, mesmo que não faça um passeio de barco no Lago de Zurique, não pode deixar de percorrer as suas margens. No verão, as águas são suficientemente tépidas para mergulhar e os espaços verdes das margens enchem-se de gente que aproveita a relva e as praias para descansar.

É a cidade a outro ritmo, bem diferente da azáfama do centro histórico. Ao longo das margens do lago é possível fazer belos passeios, e um dos que mais recomendo é aquele que vai do Parque Arboreto de Zurique até às estufas das suculentas.

Margens do Lago Zurique
Os suíços aproveitam bem os dias de sol para passearem nas margens do Lago Zurique

À beira do lago, o Arboretum é um dos jardins mais serenos de Zurique. Foi criado em 1886 e nasceu com uma vocação simultaneamente científica e contemplativa: professores de botânica e geologia propuseram que o parque fosse também um espaço de aprendizagem, com uma colecção de árvores exóticas, uma colecção de rochas e um panorama alpino sobre os Alpes de Glarus.

O resultado é um jardim que convida à observação e também ao simples descanso.

Coleção de Plantas Suculentas de Zurique

Estufas da Coleção de Plantas Suculentas de Zurique
Estufas da Coleção de Plantas Suculentas de Zurique

Poucos visitantes poderiam esperar encontrar em Zurique uma das maiores coleções de suculentas do mundo. Eu, confesso, não esperava. Pois é precisamente essa surpresa que torna o jardim tão memorável para quem o visita. É obrigatório incluir na sua lista com o que fazer em Zurique — depois agradece-me.

Mas, antes de mais, o que são suculentas? Em resumo, são plantas adaptadas à escassez de água, capazes de a armazenar nos caules, folhas ou raízes para sobreviver a longos períodos de seca. O resultado são formas vegetais de uma estranheza quase escultórica: rosetas densas, caules canelados que incham e encolhem com as estações, texturas que parecem mais minerais do que vivas.

Plantas Suculentas de Zurique
Pormenor de uma das plantas

A definição científica de suculência que hoje é aceite internacionalmente foi aliás co-desenvolvida com a participação desta coleção de Zurique — o que diz muito sobre o seu peso no mundo da botânica.

E mesmo que os principais catos e suculentas sejam de outras latitudes, a verdade é que há plantas locais. São há suculentas autóctones, que se formaram num país alpino, em plena Europa Central. E isto não deixa, também, de ser fascinante.

Jardim botânico de Zurique

Jardim botânico de Zurique
Jardim botânico de Zurique

Por falar em plantas, está na hora de levar este roteiro para visitar Zurique até ao Jardim Botânico. Localizado no bairro de Seefeld, o Jardim Botânico de Zurique surpreende logo à entrada pelas três cúpulas futuristas que dominam o conjunto — estruturas de acrílico curvo quem dizem, foram as primeiras do género a ser construídas na Suíça.

Por dentro, cada cúpula recria uma zona climática diferente, reunindo espécies representativas de ambientes que vão muito além da Suíça. Do lado de fora, cerca de 7.000 espécies de plantas distribuem-se por biotemas temáticos — da flora mediterrânica ao jardim de primavera —, com um arboretum, um lago central e espaços que convidam tanto à aprendizagem como ao simples passeio.

O que visitar em Zurique: Jardim botânico
Jardim botânico de Zurique

O jardim integra o Instituto de Botânica Sistemática e Evolutiva da Universidade de Zurique, o que lhe dá uma dimensão de investigação e ensino que vai além da visita turística. A relação entre plantas, ambiente e saúde humana é um dos eixos centrais da sua missão. E é uma forma de dizer que este é um jardim com ideias próprias sobre o papel que os espaços verdes devem ter numa cidade. E que nos leva a pensar sobre isso, também.

O que fazer em Zurique: visitar Jardim Botânico
Jardim botânico de Zurique

Para quem quiser explorar a história mais antiga desta verdadeira instituição, existe ainda o Jardim Botânico Antigo, fundado em 1833 aquando da criação da Universidade de Zurique. A Casa das Palmeiras é hoje um edifício classificado. No alto do jardim fica o Jardim Gessner, um jardim medieval de ervas aromáticas em memória de Conrad Gessner, naturalista e médico da cidade. A visitar.

Pavilhão Le Corbusier

Pavilhão Le Corbusier, Zurique
Pavilhão Le Corbusier, Zurique

Junto ao Lago de Zurique ergue-se o último edifício projetado por Le Corbusier — uma obra tão singular que parece desafiar tudo o que se conhece do afamado arquitecto franco-suiço. Não há betão, nem pedra, nem as repetições que marcam tanto da sua obra. É um edifício único e curioso.

O Pavilhão Le Corbusier foi inaugurado em 1967, dois anos após a morte do seu criador, e é inteiramente feito de aço e vidro, pré-fabricado em fábrica e montado no local como um puzzle de grandes elementos independentes.

Hoje, sob a alçada do Museum für Gestaltung, o pavilhão abre de maio a novembro e recebe exposições temporárias, eventos e workshops dedicados ao universo de Le Corbusier. É uma visita para quem se interessa por arquitetura — mas também para quem simplesmente quer perceber como um edifício pode ser, em si mesmo, uma obra de arte.

The Monocle Shop & Café Zurich

The Monocle Shop & Café Zurich
The Monocle Shop & Café, em Zurique

No bairro de Seefeld, e a poucos passos do lago, o Monocle Shop & Café de Zurique foi o primeiro que a famosa publicação abriu na Suíça. Criada em 2007 por Tyler Brûlé, fundador da revista Wallpaper*, a Monocle é uma publicação de cultura, design e assuntos globais com uma estética muito própria. E este café, aberto em 2018, não foge à regra.

O balcão de mármore, os toldos verde-escuro que acompanham a fachada do edifício dos anos 60 e as mesas na esplanada criam o ambiente cosmopolita e descontraído. Enquanto os editores da revista trabalham e gravam programas de rádio mesmo ao lado, os clientes tomam café e comem croissants, sandes e sobremesas japonesas lá fora, sem pressas.

No interior, a loja reúne uma selecção de revistas, livros, artigos de escrita e peças de vestuário — o tipo de espaço onde se entra só a espreitar e se sai com qualquer coisa debaixo do braço, normalmente uma revista. Só é pena ser tudo tão caro!

Museu FIFA

Museu FIFA, Zurique
Interior do Museu FIFA, Zurique

Para quem não consegue resistir à febre do futebol — e em Zurique, sede da FIFA, isso faz todo o sentido —, o Museu da FIFA, junto à estação de Enge, é uma visita obrigatória em qualquer lista com o que fazer em Zurique.

Três mil metros quadrados de exposição percorrem a história do desporto mais popular do mundo. São mil peças exclusivas, cerca de 500 vídeos e experiências multimédia que mostram não apenas as grandes estrelas mas também como o futebol une e inspira comunidades em todo o planeta. O troféu original do Campeonato do Mundo está em exposição permanente.

Onde comprar os ingressos. Caso não tenha o Zurich Card, recomendo comprar ingresso para o Museu FIFA na GetYourGuide para evitar as filas e porque pode cancelar gratuitamente até 24 horas antes caso mude de ideias.

Outras coisas a visitar em Zurique

Como é natural, o seu roteiro em Zurique não se esgota nestas atrações. Deixo sugestões adicionais para o caso de ter tempo e vontade de fazer coisas mais fora da caixa:

  • Passar pela Rote Fabrik (significa “Fábrica Vermelha”), um importante centro cultural e artístico alternativo situado nas margens do Lago Zurique.

Passeios a fazer a partir de Zurique

Lucerna

Atrações em Lucerna: Ponte da Capela
Vista da icónica Ponte da Capela, uma das principais atrações de Lucerna

Para quem está a visitar Zurique, fazer um passeio de comboio até Lucerna é algo absolutamente recomendável. Mas deixo já um aviso: é muito provável que se apaixone pela cidade e, por isso, visitar Lucerna num daytrip a partir de Zurique pode não ser suficiente. É, para mim, uma das cidades mais bonitas da Suíça.

As pontes medievais que cruzam o rio Reuss e que, para além de espetaculares soluções de engenharia, se tornaram símbolos da cidade. Um centro histórico incrivelmente atraente onde só se apetece perder. E as margens do Lago dos Quatro Cantões — também conhecido como Lago Lucerna —, em cujas margens a cidade se foi espraiando. Tudo motivos para se colocar sobre carris e fazer um passeio a Lucerna. Fica a dica.

Dica Alma de Viajante. Para otimizar o tempo e combinar uma visita a Lucerna com as montanhas envolventes, considere fazer o tour Monte Titlis com excursão de um dia a Lucerna, com partida em Zurique.

Roteiro para visitar Zurique em 1, 2 ou 3 dias

Zurique é uma cidade relativamente compacta e cujas principais atrações se conseguem ver em 2 ou 3 dias. Claro que há muito mais o quer fazer em Zurique, pelo que, tendo mais tempo, terá oportunidade para visitar coisas para lá do óbvio e compreender muito melhor o quotidiano e essência da capital suíça.

Dito isto, tente distribuir os museus pelos diferentes dias do roteiro e balançar com atividades ao ar livre, caso contrário será um pouco pesado.

Dia 1 — Roteiro em Zurique: Museu Nacional e passeio de barco

Talvez não seja mal pensado começar este itinerário na capital com uma visita ao Museu Nacional Suíço — será uma espécie de introdução ao país. Aproveite então para explorar o centro histórico, percorrendo a luxuosa Bahnhofstrasse e entrando em alguma das igrejas da Cidade Velha.

De tarde, porque não fazer um passeio de barco no Lago Zurique?

Dia 2 — Roteiro para visitar Zurique: margem esquerda

Caso tenha interesse em futebol ou viaje com crianças, comece o segundo dia do roteiro para visitar Zurique dirigindo-se ao Museu FIFA. Aproveite a proximidade do lago para passear pelas suas margens, desde o parque Arboretum até às estufas das suculentas. Visitar as Coleção de Plantas Suculentas de Zurique e prosseguir para o Museu da Casa do Chocolate Lindt, com paragem antes ou depois na Rote Fabrik, um importante centro cultural e artístico muito alternativo. Será um dia em cheio a visitar Zurique!

Se preferir misturar estas sugestões, pode fazer um tour que inclui visita à cidade, cruzeiro e visita à Casa do Chocolate Lindt.

Dia 3 — Roteiro para visitar Zurique: Museu Kunsthaus e Jardim Botânico

Sugiro começar este dia com uma visita ao extraordinário Museu Kunsthaus. Não muito longe fica a Catedral Grossmünster, que pode visitar, mas esteja atento às múltiplas fontes que encontra neste lado do centro histórico. A começar pela histórica Stüssibrunnen.

Mais para a tarde, sugiro que vá visitar o Jardim Botânico de Zurique, seguindo uma passagem pelo Pavilhão Le Corbusier, instalado junto ao lago. Neste momento, deixo duas opções: ou desfrutar do ar puro e juntar-se à multidão nos espaços verdes envolventes (se estiver calor e bom tempo), ou então ir conhecer o The Monocle Shop & Café Zurich.

Dia extra — Daytrip a Lucerna

Tendo mais tempo, recomendo vivamente que vá visitar Lucerna. A cidade é linda e, como há comboios frequentes (uma a duas partidas por hora) a ligar as duas cidades em cerca de 45 minutos, é um passeio muito fácil de fazer de forma independente.

Zurique: mapa dos principais pontos turísticos a visitar

Se procura o que visitar em Zurique, é sempre útil visualizar a localização exata dos lugares referenciados no artigo. Como seria de esperar, não falta o que ver e fazer em Zurique para preencher um roteiro de 1, 2, ou 3 dias na capital suíça.

Zurich Card: vale a pena?

Na minha opinião, o Zurich Card vale muito a pena. Não só porque com o tempo acabará por poupar dinheiro durante a estadia em Zurique, mas principalmente pelo descanso e conforto que é poder entrar e sair em todos os transportes coletivos de forma ilimitada e gratuita. Por outras palavras, torna o seu roteiro em Zurique muito mais flexível e eficiente.

Dado o elevado custo de vida, o passe compensa rapidamente se visitar cerca de dois museus e fizer algumas viagens de autocarro, comboio ou barco num único dia. Ora, como existem cerca de 40 museus cuja visita é gratuita para os detentores do passe, é fácil poupar dinheiro — especialmente com o passe de 3 dias.

Entre os museus incluídos encontram-se o Kunsthaus Zurique, o Museu Nacional Suíço e o Museu da FIFA. Em sentido contrário, o Museu da Casa do Chocolate Lindt requer um ingresso autónomo.

Comprar Zurich Card

Dicas para visitar Zurique

Qual a melhor época para visitar Zurique?

A melhor época para visitar Zurique é entre maio e e setembro, quando o clima é ameno e ideal para passeios ao ar livre junto ao Lago de Zurique. Se prefere um ambiente de montanha, a época de esqui nos Alpes decorre de dezembro a meados de abril

Que língua se fala em Zurique?

A língua mais utilizada em Zurique é uma variante falada do alemão, chamada suíço-alemão. Mas, felizmente, o inglês é amplamente falado e compreendido por quase toda a gente. Há também uma grande comunidade portuguesa e brasileira na cidade, pelo que não se admire se ouvir a língua de Camões pelas ruas de Zurique.

Como chegar a Zurique?

A resposta à pergunta “como chegar a Zurique?” depende naturalmente do seu ponto de partida, mas o avião e o comboio são os meios de transporte mais comuns. Este último é especialmente útil caso esteja a fazer um roteiro pela Suíça ou Europa — não faltam ligações de cidades alemãs, francesas e italianas, por exemplo.

Quando ao avião, de momento há voos diários diretos de Lisboa e Porto para o Aeroporto Internacional de Zurique (ZRH), assegurados pelas companhias aéreas TAP, Swiss e easyJet. Do Brasil, a Swiss assegura voos diretos diários entre São Paulo e Zurique.

Pesquisar voos para Zurique

Como ir do aeroporto até ao centro de Zurique?

Existem duas formas rápidas e eficientes de ir do Aeroporto de Zurique (ZRH) para o centro da cidade — que dista pouco mais de 10km. A mais rápida é seguramente o comboio, com viagens frequentes de 10-15 minutos, com saídas da estação localizada praticamente dentro do terminal.

Dito isto, eu gosto particularmente de ir para o centro de Zurique a partir do aeroporto de tram. A linha nº 10 une o aeroporto à cidade em pouco mais de meia hora, numa viagem muito tranquila e agradável.

Recomendo comprar o Zurich Card de 72 horas (ou 24, se ficar apenas 1 dia em Zurique) e ativar a partir do horário de chegada do avião. É válido por 72 horas a partir desse momento, e inclui todos os transportes públicos e dezenas de museus. Note que não é preciso validar o passe nos transportes.

Como se deslocar em Zurique de transportes públicos?

O sistema de transportes públicos de Zurique é super eficiente. Durante o meu roteiro em Zurique, andei muitas vezes de autocarro, comboio e tram (com destaque para este último, por preferência pessoal).

Uma vez que tinha comprado o Zurich Card todas as viagens estavam incluídas, pelo que não me coibi de usar e poupar muitos quilómetros às pernas.

Onde ficar

Antes de mais, recomendo a leitura do artigo sobre onde ficar em Zurique, onde elenco as melhores regiões da cidade para montar a sua base. E, claro, sugiro alguns dos melhores hotéis de Zurique em termos de custo / benefício.

Em resumo, se não tem tempo para ler o artigo até ao fim, saiba que o Ruby Mimi Hotel Zurich e o The Home são os meus hotéis favoritos em Zurique. Pode reservar à confiança, nas prepare-se que, tal como em toda a Suíça, o alojamento na capital é muito caro. De resto, encontra opções hoteleiras para todos os gostos a partir do link abaixo.

Procurar hotéis em Zurique

Seguro de viagem

A IATI Seguros tem um excelente seguro de viagem, que cobre COVID-19, não tem limite de idade e permite seguros multiviagem (incluindo viagens de longa duração) para qualquer destino do mundo. Para mim, são atualmente os melhores e mais completos seguros de viagem do mercado. Eu recomendo o IATI Estrela, que é o seguro que costumo fazer nas minhas viagens.

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Outros roteiros de cidades europeias

Se está a pensar visitar Zurique, talvez tenha interesse em saber um pouco mais sobre o que ver e fazer noutras cidades da Europa.

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Filipe Morato Gomes

Filipe Morato Gomes

Autor do blog de viagens Alma de Viajante e fundador da ABVP - Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, já deu duas voltas ao mundo - uma das quais em família -, fez centenas de viagens independentes e tem, por tudo isso, muita experiência de viagem acumulada. Gosta de pessoas, vinho tinto e açaí.

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